UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Homem, 20a, vítima de acidente motociclístico, foi admitido na Unidade de Emergência com traumatismo cranioencefálico e escala inicial de coma de Glasgow= 8. O paciente é sedado, intubado e colocado em assistência ventilatória mecânica com pressão positiva. É passado cateter venoso central em veia subclávia direita. Progressivamente, ele desenvolve hipotensão (PA= 60/30 mmHg), taquicardia (FC= 140 bpm), e você nota submacicez à percussão e redução do múrmurio vesicular em hemitórax direito, sem grandes alterações na mecânica ventilatória. O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA IMEDIATA SÃO:
Hipotensão + taquicardia + sinais de derrame pleural após trauma torácico → Choque hemorrágico por hemotórax.
A tríade de hipotensão, taquicardia e sinais de acúmulo de líquido no hemitórax (submacicez, redução do murmúrio vesicular) em um paciente traumatizado, especialmente após passagem de CVC, sugere fortemente hemotórax, levando a choque hemorrágico. A conduta imediata é reposição volêmica e drenagem torácica.
O choque hemorrágico é a causa mais comum de choque em pacientes traumatizados e deve ser prontamente reconhecido e tratado. A perda de volume sanguíneo leva à diminuição do débito cardíaco, hipotensão e taquicardia compensatória. No contexto de trauma torácico, especialmente após procedimentos invasivos como a passagem de cateter venoso central, o hemotórax é uma complicação grave que pode rapidamente levar ao choque. O diagnóstico de hemotórax é clínico, baseado em sinais como hipotensão, taquicardia, e achados no exame físico do tórax, como submacicez à percussão e redução ou ausência do murmúrio vesicular no hemitórax afetado. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico, mas o tratamento não deve ser atrasado se a suspeita clínica for alta. A conduta imediata para choque hemorrágico por hemotórax inclui a reposição volêmica agressiva para restaurar a perfusão tecidual e a drenagem torácica para evacuar o sangue, aliviar a compressão pulmonar e permitir a reexpansão. A monitorização contínua do débito do dreno é crucial para identificar hemorragias persistentes que possam necessitar de toracotomia.
Um hemotórax maciço é caracterizado por choque (hipotensão, taquicardia), desvio da traqueia para o lado contralateral (se houver grande volume), macicez à percussão e ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado.
A conduta inicial envolve reposição volêmica agressiva com cristaloides e hemoderivados (se necessário), seguida de drenagem torácica imediata com um dreno de grosso calibre para evacuar o sangue e permitir a reexpansão pulmonar.
O choque hemorrágico é primariamente por perda de volume sanguíneo, enquanto o obstrutivo é por impedimento ao enchimento ou esvaziamento cardíaco (ex: pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco). Sinais como submacicez e murmúrio vesicular reduzido sugerem líquido (hemotórax), enquanto hipertimpanismo sugere ar (pneumotórax).
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