SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
Na sua Unidade de Pronto Atendimento - UPA, dá entrada um paciente de 78 quilos, vítima de agressão por arma branca, que apresenta ferida penetrante no quadrante inferior direito do abdome e outra na região inguinal direita. Quando do exame físico está confuso, hipotenso com pressão arterial de 70 x 40 mmHg. Apresenta taquicardia de 126 bpm. A estimativa de perda sanguínea está em torno de 35% do volume sanguíneo. Fundamentado nestes achados, em classes de choque hemorrágico do ACS - American College of Surgeons e do ATLS. Qual seria a classificação deste paciente.
Choque hemorrágico Classe III = perda 30-40% volume, hipotensão, taquicardia >120, confusão.
O paciente apresenta sinais de choque hemorrágico Classe III, caracterizado por perda de 30-40% do volume sanguíneo, hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), taquicardia (>120 bpm), taquipneia e alteração do estado mental (confusão). A agressão por arma branca e as feridas penetrantes corroboram a perda volêmica.
O choque hemorrágico é uma condição de emergência causada pela perda aguda de volume sanguíneo, resultando em perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support) do American College of Surgeons é fundamental para guiar o manejo e a ressuscitação de pacientes traumatizados. A classificação divide o choque em quatro classes, baseando-se na porcentagem de perda sanguínea, frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. A Classe III, como no caso do paciente, indica uma perda de 30-40% do volume sanguíneo, manifestando-se com taquicardia (>120 bpm), hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), taquipneia e alteração do estado mental, como confusão. O manejo inicial do choque hemorrágico envolve o controle da hemorragia, a reposição volêmica agressiva com cristaloides (e posteriormente hemoderivados, se necessário) e a monitorização contínua dos sinais vitais e do estado de consciência. A identificação rápida da classe do choque permite uma intervenção mais direcionada e melhora o prognóstico do paciente, sendo vital para a sobrevida.
A Classe III do choque hemorrágico é caracterizada por perda de 30-40% do volume sanguíneo, taquicardia (>120 bpm), hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), taquipneia, alteração significativa do estado mental (confusão, agitação) e débito urinário diminuído.
A perda sanguínea é um critério chave: Classe I (<15%), Classe II (15-30%), Classe III (30-40%) e Classe IV (>40%). Essa estimativa ajuda a guiar a ressuscitação volêmica e a necessidade de transfusão, sendo crucial para a tomada de decisão.
A alteração do estado mental, como confusão ou agitação, é um sinal precoce e importante de hipoperfusão cerebral devido à diminuição do fluxo sanguíneo, refletindo a gravidade do choque e a necessidade de intervenção imediata para restaurar a perfusão.
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