Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Os efeitos fisiológicos da hemorragia em pacientes traumatizados são divididos em classes baseadas em sinais clínicos; essa classificação é uma ferramenta útil para estimar a porcentagem de perda sanguínea aguda.Com relação ao choque hemorrágico classe IV, assinale a alternativa correta.
Choque Hemorrágico Classe IV = perda > 40% volemia, transfusão maciça e cirurgia imediata.
O choque hemorrágico Classe IV representa a perda mais grave de volume sanguíneo, com comprometimento hemodinâmico severo. A rápida identificação e intervenção, incluindo transfusão maciça e controle cirúrgico da hemorragia, são cruciais para a sobrevida do paciente.
A classificação do choque hemorrágico, conforme o Advanced Trauma Life Support (ATLS), é uma ferramenta fundamental para estimar a perda sanguínea e guiar o manejo inicial em pacientes traumatizados. Ela divide o choque em quatro classes, baseadas em parâmetros fisiológicos como frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. O choque hemorrágico Classe IV é a forma mais grave, caracterizada por uma perda volêmica superior a 40%. Nesses casos, o paciente apresenta instabilidade hemodinâmica acentuada, com taquicardia e hipotensão graves, alteração significativa do nível de consciência e pulsos periféricos impalpáveis. A compensação fisiológica está esgotada, e a acidose metabólica é proeminente. O manejo do choque Classe IV exige uma abordagem agressiva e imediata. Além da reposição volêmica inicial com cristaloides, é imperativo ativar o protocolo de transfusão maciça, que visa repor rapidamente os componentes sanguíneos perdidos (hemácias, plasma e plaquetas) em proporções balanceadas. Simultaneamente, a identificação e o controle cirúrgico da fonte de sangramento são prioritários para reverter o quadro e salvar a vida do paciente.
No choque hemorrágico Classe IV, os sinais incluem taquicardia extrema (>140 bpm), hipotensão grave (PA sistólica <70 mmHg), taquipneia acentuada, alteração do estado mental (confusão, letargia) e pulsos periféricos ausentes ou muito fracos.
A perda sanguínea estimada no choque hemorrágico Classe IV é superior a 40% da volemia total do paciente, o que representa uma ameaça iminente à vida.
A conduta inicial envolve o controle imediato da hemorragia, ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides e início rápido de protocolo de transfusão maciça (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas), além de intervenção cirúrgica para controle definitivo.
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