Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
A principal causa do choque no trauma é a hipovolemia. O choque hemorrágico pode ser dividido nas classes I, II, III e IV. A perda de sangue estimada, em percentual do volume sanguíneo, para as classes I, II, III e IV é, respectivamente, de
Choque hemorrágico: Classe I (<15%), II (15-30%), III (30-40%), IV (>40%) de perda sanguínea.
A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS baseia-se no percentual de perda volêmica, correlacionando-se com alterações fisiológicas como frequência cardíaca, pressão arterial, débito urinário e estado mental, guiando a conduta terapêutica.
O choque hipovolêmico, predominantemente hemorrágico, é a principal causa de morte evitável no trauma. A rápida identificação e manejo são cruciais. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) classifica o choque hemorrágico em quatro classes, baseando-se na perda estimada do volume sanguíneo, o que permite uma avaliação sistemática da gravidade e orienta a conduta terapêutica. A classificação do choque hemorrágico correlaciona o percentual de perda volêmica com alterações fisiológicas progressivas. A Classe I envolve perda de até 15% do volume sanguíneo, com mínimas alterações nos sinais vitais. A Classe II (15-30%) apresenta taquicardia leve, diminuição da pressão de pulso e ansiedade. A Classe III (30-40%) é caracterizada por taquicardia e taquipneia mais acentuadas, hipotensão, alteração do estado mental e oligúria. A Classe IV (>40%) representa um choque grave, com hipotensão acentuada, bradicardia (em fase terminal), letargia e risco iminente de óbito. O reconhecimento precoce da classe de choque é vital para guiar a ressuscitação volêmica. Enquanto as Classes I e II podem responder bem à reposição de cristaloides, as Classes III e IV geralmente exigem transfusão de hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) e controle definitivo da hemorragia. A monitorização contínua dos sinais vitais e do débito urinário é essencial para avaliar a resposta ao tratamento.
As quatro classes de choque hemorrágico são: Classe I (perda de até 15% do volume sanguíneo), Classe II (15-30%), Classe III (30-40%) e Classe IV (maior que 40%).
A classificação auxilia na estimativa da gravidade da hemorragia e na tomada de decisões terapêuticas, como a necessidade de transfusão sanguínea e a agressividade da ressuscitação volêmica, baseando-se nas alterações fisiológicas esperadas para cada classe.
Os principais parâmetros são: aumento da frequência cardíaca, diminuição da pressão arterial (especialmente a sistólica), diminuição da pressão de pulso, alteração do estado mental, diminuição do débito urinário e palidez cutânea.
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