Classificação do Choque Hemorrágico no ATLS 10ª Edição

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

De acordo com o Advanced Trauma Life Support (ATLS – 10ª edição), a respeito da classificação e do manejo do choque hemorrágico no trauma, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) No choque Classe II, sempre há necessidade de transfusão sanguínea.
  2. B) No choque Classe II, há hipotensão associada à taquicardia.
  3. C) No choque Classe III, sempre haverá taquipneia e rebaixamento de sensório com necessidade de transfusão sanguínea maciça.
  4. D) No choque Classe IV, a perda sanguínea aproximada é de 31-40%.
  5. E) No choque Classe III, pode-se ter hipotensão associada à taquicardia e deve-se realizar transfusão sanguínea.

Pérola Clínica

Choque Classe III → Hipotensão + Taquicardia + Alteração do Sensório → Necessita Transfusão.

Resumo-Chave

A Classe III do choque hemorrágico (perda de 30-40% do volume) é marcada pela queda da pressão arterial sistólica e alteração do estado mental, exigindo transfusão de hemoderivados.

Contexto Educacional

A classificação do choque hemorrágico do ATLS é uma ferramenta vital para a triagem e decisão terapêutica rápida no trauma. É fundamental entender que a pressão arterial não é o primeiro sinal a cair; mecanismos compensatórios (taquicardia, vasoconstrição periférica) mantêm a PA nas Classes I e II. Na Classe III, esses mecanismos falham em manter o débito cardíaco, resultando em hipotensão. O manejo moderno foca na ressuscitação balanceada, evitando a infusão excessiva de cristaloides (que pode causar coagulopatia dilucional) e priorizando o uso precoce de sangue e derivados, além do controle definitivo da fonte de sangramento.

Perguntas Frequentes

Quais os parâmetros que definem o Choque Classe III no ATLS?

O choque Classe III envolve uma perda volêmica de 30% a 40% (aproximadamente 1500-2000 mL em um adulto de 70kg). Os sinais clínicos incluem taquicardia acentuada (>120 bpm), taquipneia (30-40 irpm), queda da pressão arterial sistólica, diminuição da pressão de pulso, débito urinário reduzido (5-15 mL/h) e alteração óbvia do estado mental (ansiedade, confusão).

Qual a principal diferença de manejo entre Classe II e Classe III?

No choque Classe II, a reposição costuma ser iniciada apenas com cristaloides, e a necessidade de transfusão é rara. Já no choque Classe III, a perda volêmica é crítica o suficiente para que a maioria dos pacientes necessite de transfusão de concentrado de hemácias (e possivelmente outros componentes) para restaurar a perfusão tecidual e o transporte de oxigênio.

Como o débito urinário se comporta nas diferentes classes de choque?

O débito urinário é um excelente marcador de perfusão orgânica. Na Classe I, ele é normal (>30 mL/h). Na Classe II, pode estar levemente reduzido (20-30 mL/h). Na Classe III, há uma redução significativa (5-15 mL/h). Na Classe IV, o débito urinário é desprezível ou ausente (anúria), refletindo a falência circulatória grave.

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