Choque Hemorrágico Classe IV (ATLS): Perda Sanguínea

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

Paciente vítima de ataque de tubarão em membro inferior, deu entrada desacordado, com palidez cutâneo/mucosa importante, pele fria, pulsos periféricos indetectáveis. Pela padronização do ATLS (suporte avançado de vida no trauma), foi classificado com choque hemorrágico Classe IV, que indica uma perda sanguínea em relação a volemia de:

Alternativas

  1. A) 30%.
  2. B) Maior que 40%.
  3. C) 31% a 40%.
  4. D) 15% a 30%.

Pérola Clínica

Choque hemorrágico Classe IV (ATLS) = perda > 40% da volemia, com risco iminente de morte.

Resumo-Chave

O choque hemorrágico Classe IV representa uma perda sanguínea superior a 40% da volemia, com sinais de hipoperfusão grave e iminência de parada cardiorrespiratória. A identificação rápida e a ressuscitação agressiva com controle da hemorragia são cruciais.

Contexto Educacional

O choque hemorrágico é uma das principais causas de mortalidade no trauma, e sua classificação pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support) é fundamental para guiar o manejo. A classificação divide o choque em quatro classes com base na perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. Compreender essa classificação permite ao residente avaliar rapidamente a gravidade e iniciar as intervenções adequadas. A fisiopatologia do choque hemorrágico envolve a diminuição do volume sanguíneo circulante, levando à hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. A Classe IV é a mais grave, indicando uma perda sanguínea superior a 40% da volemia. Nesses casos, o paciente apresenta sinais de hipoperfusão cerebral e sistêmica graves, como alteração do nível de consciência, hipotensão acentuada, taquicardia extrema e pulsos periféricos impalpáveis. O tratamento do choque hemorrágico Classe IV exige uma abordagem agressiva e imediata. O foco principal é o controle da hemorragia, seja por compressão direta, torniquete, cirurgia ou embolização. Simultaneamente, deve-se iniciar a ressuscitação volêmica com cristaloides e, crucialmente, hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas) em proporções balanceadas, conforme os protocolos de transfusão maciça, para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio e a coagulação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de choque hemorrágico Classe IV?

Os sinais incluem alteração grave do estado mental (confusão, letargia), taquicardia >140 bpm, hipotensão grave, pulsos periféricos ausentes, pele fria e pálida, e enchimento capilar >2 segundos.

Qual a perda sanguínea estimada no choque hemorrágico Classe IV?

No choque hemorrágico Classe IV, a perda sanguínea estimada é superior a 40% da volemia total do paciente, indicando uma situação de risco de vida iminente.

Qual a conduta inicial para um paciente em choque hemorrágico Classe IV?

A conduta inicial envolve controle imediato da hemorragia, ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides e hemoderivados (protocolo de transfusão maciça, se disponível), e suporte avançado das vias aéreas e respiração.

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