FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Perda sanguínea de 750 a 1500 ml, frequência cardíaca (FC) de 100 bpm, redução da pressão de pulso, pressão arterial sistêmica normal, débito urinário de 20-30 ml/h, frequência respiratória de 20-30 irpm, discreta agitação ou ansiedade. Com base nessas informações, é correto afirmar que essas características estão presentes no choque hemorrágico classe:
Classe II = Perda 15-30% (750-1500ml) + Taquicardia + PA normal + Pressão de pulso ↓.
O choque classe II é caracterizado por mecanismos compensatórios eficazes que mantêm a pressão arterial sistólica, mas apresentam taquicardia e estreitamento da pressão de pulso.
A classificação do choque hemorrágico do ATLS é uma ferramenta vital para a triagem e manejo rápido no trauma. Ela divide a gravidade da perda volêmica em quatro estágios baseados em parâmetros fisiológicos. A transição da Classe I para a Classe II marca o início da necessidade de mecanismos compensatórios sistêmicos para manter a perfusão tecidual. É fundamental que o médico não espere a hipotensão (sinal de Classe III) para iniciar medidas agressivas de ressuscitação. O reconhecimento da taquicardia e da alteração do estado mental, associados ao mecanismo de trauma, deve disparar o protocolo de tratamento. A monitorização do débito urinário serve como um excelente marcador de perfusão orgânica final.
No choque classe II (perda de 15% a 30% do volume sanguíneo, ou 750-1500 ml), o paciente apresenta taquicardia (FC > 100 bpm), taquipneia leve (20-30 irpm) e uma redução na pressão de pulso. A pressão arterial sistólica geralmente permanece normal devido aos mecanismos compensatórios adrenérgicos. O débito urinário começa a cair levemente (20-30 ml/h) e o paciente pode apresentar ansiedade ou agitação discreta.
A pressão de pulso diminui devido ao aumento da resistência vascular periférica mediado pela liberação de catecolaminas. Enquanto a pressão sistólica é mantida pelo aumento da contratilidade e frequência cardíaca, a pressão diastólica tende a subir devido à vasoconstrição periférica intensa. Esse estreitamento da diferença entre as pressões sistólica e diastólica é um dos sinais mais precoces de hipovolemia significativa.
O manejo inicial foca no controle da fonte de sangramento e na reposição volêmica. Segundo o ATLS 10ª edição, pacientes em classe II podem ser inicialmente estabilizados com cristaloides aquecidos (geralmente 1 litro de Ringer Lactato). No entanto, a resposta clínica deve ser monitorada de perto. Se houver piora ou se o paciente não responder à carga inicial, a transfusão de hemoderivados deve ser considerada.
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