HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2019
No tratamento do choque hemorrágico, o melhor parâmetro de boa resposta é:
Choque hemorrágico: ↑ Débito urinário = Melhor parâmetro de resposta à ressuscitação.
O débito urinário é um excelente indicador da perfusão renal e, consequentemente, da perfusão sistêmica em pacientes com choque hemorrágico. Um aumento no débito urinário (>0.5 mL/kg/h em adultos) sugere que a volemia e a pressão de perfusão renal foram restauradas, indicando uma resposta positiva ao tratamento.
O choque hemorrágico é uma condição de emergência médica caracterizada pela perda aguda e significativa de volume sanguíneo, resultando em perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. É uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados e em outras condições com sangramento agudo. A rápida identificação e o tratamento agressivo são cruciais para a sobrevida do paciente, sendo um tema de grande relevância para residentes e profissionais de emergência. A fisiopatologia envolve a diminuição do volume intravascular, que leva à redução do retorno venoso, do débito cardíaco e da pressão arterial, comprometendo a oferta de oxigênio aos tecidos. O corpo tenta compensar com taquicardia, vasoconstrição periférica e liberação de catecolaminas. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (taquicardia, hipotensão, extremidades frias, alteração do nível de consciência) e evidência de sangramento. O tratamento do choque hemorrágico foca no controle da hemorragia e na ressuscitação volêmica. A avaliação da resposta ao tratamento é fundamental para guiar a terapia. Embora a melhora da pressão arterial e da frequência cardíaca sejam importantes, o débito urinário é considerado um dos melhores parâmetros de boa resposta, pois reflete diretamente a restauração da perfusão renal e, por extensão, a perfusão orgânica sistêmica. Outros indicadores incluem a melhora do nível de consciência e a redução do lactato sérico.
Os objetivos incluem restaurar o volume intravascular, controlar a hemorragia, otimizar a oxigenação tecidual e corrigir distúrbios metabólicos, visando restabelecer a perfusão orgânica.
O débito urinário reflete diretamente a perfusão renal, que é um dos primeiros órgãos a sofrer com a hipovolemia. Um débito urinário adequado (>0.5 mL/kg/h) indica que a perfusão sistêmica está sendo restaurada.
Além do débito urinário, a melhora do nível de consciência, a normalização da frequência cardíaca e respiratória, a melhora da pressão arterial e a redução do lactato sérico são indicadores importantes de resposta.
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