Choque Hemorrágico no Trauma: Conduta e Transfusão Maciça

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026

Enunciado

Um motociclista de 34 anos chega ao pronto-socorro após colisão frontal com automóvel. Refere que usava capacete. Ele está consciente, ansioso, diaforético e queixa-se de forte dor abdominal. Ao exame, apresenta FC: 136 bpm, PA: 88x50 mmHg, FR: 28 irpm, SatO₂ 97%, pele fria e úmida. Seu abdome é distendido, doloroso difusamente. Extremidades sem deformidades. TEP > 3 segundos. Não há sinais de hemorragia externa. Foi realizado FAST na sala de trauma mostra líquido livre em fundo de saco, sem tamponamento cardíaco e sem pneumotórax. A equipe prepara 2 L de Ringer Lactato aquecido para reposição volêmica imediata. De acordo com os dados apresentados, qual deve ser a melhor conduta inicial?

Alternativas

  1. A) Administrar rapidamente os 2 L de cristaloide aquecido para restaurar a pressão arterial enquanto se aguarda disponibilidade de sangue.
  2. B) Iniciar transfusão maciça precoce com hemoderivados em proporção equilibrada (ex.: 1:1:1), priorizando controle definitivo da hemorragia, evitando grandes volumes de cristaloides.
  3. C) Realizar intubação orotraqueal imediata, pois a taquipneia e o choque indicam risco iminente de falência respiratória.
  4. D) Encaminhar o paciente diretamente para tomografia computadorizada de abdome para melhor definição da lesão, já que está hemodinamicamente instável, mas ainda consciente.

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