HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Diante de um paciente do sexo masculino, 30 anos, vítima de politrauma por acidente motociclístico no atendimento intra hospitalar o mesmo é trazido pelo resgate com relato de FC 105bpm, leve agitação, pressão de 90x60mmHg e dor abdominal. Neste contexto a conduta inicial poderia ser, segundo última versão do ATLS:
Choque Classe II → FC 100-120, PA normal/↓, cristaloides iniciais + investigação (FAST/TC).
O choque classe II envolve perda de 15-30% da volemia, manifestando-se com taquicardia e estreitamento da pressão de pulso, exigindo reposição volêmica inicial e busca ativa pela fonte do sangramento.
A classificação do choque hemorrágico no ATLS é uma ferramenta essencial para guiar a agressividade da ressuscitação. No choque classe II, a prioridade é a reposição criteriosa com cristaloides (geralmente 1 litro em adultos) enquanto se investiga o foco hemorrágico. O manejo moderno enfatiza evitar a sobrecarga hídrica, utilizando a resposta clínica (débito urinário, nível de consciência e perfusão) para determinar a necessidade de hemoderivados, sempre priorizando o controle definitivo da hemorragia.
Caracteriza-se por perda volêmica estimada entre 15-30%, frequência cardíaca entre 100-120 bpm, pressão arterial que pode estar mantida ou levemente reduzida, diminuição da pressão de pulso e leve agitação psicomotora.
A transfusão de sangue é geralmente indicada a partir do choque classe III (perda >30%), ou em pacientes classe II que não apresentam resposta satisfatória ou estabilização após a infusão inicial de cristaloides.
A escolha depende da estabilidade hemodinâmica. Pacientes instáveis devem realizar FAST ou Lavado Peritoneal Diagnóstico. Se houver estabilização após volume, a Tomografia Computadorizada é o padrão-ouro para detalhar lesões orgânicas.
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