HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Paciente politraumatizado, com perda sanguínea 30-40% da sua volemia, frequência cardíaca 120-130 bpm, pressão arterial diminuída, pulsos diminuídos, frequência respiratória 30-40 irpm e tendo urinado 10ml/h. Qual a classificação de acordo com ATLS Classes of Hemorrhagic Shock?
Choque Hemorrágico Classe III: perda 30-40% volemia, FC >120, PA ↓, FR 30-40, DU 5-15 mL/h.
A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS é essencial para guiar o manejo inicial do paciente traumatizado. A Classe III é caracterizada por uma perda de 30-40% da volemia, com taquicardia (>120 bpm), hipotensão, taquipneia (30-40 irpm) e oligúria significativa (5-15 mL/h), indicando a necessidade de transfusão sanguínea.
O choque hemorrágico é a principal causa de morte evitável no paciente politraumatizado. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma classificação do choque hemorrágico em quatro classes, baseada na estimativa da perda sanguínea e nas respostas fisiológicas do paciente. Essa classificação é uma ferramenta essencial para a avaliação rápida e o manejo inicial, permitindo que o médico determine a gravidade do choque e a necessidade de intervenções imediatas, como reposição volêmica e transfusão de hemoderivados. A Classe III do choque hemorrágico é caracterizada por uma perda de 30-40% da volemia, o que corresponde a aproximadamente 1500-2000 mL de sangue em um adulto de 70 kg. Clinicamente, o paciente apresenta taquicardia significativa (FC > 120 bpm), hipotensão arterial (PA diminuída), taquipneia (FR 30-40 irpm), pulsos periféricos diminuídos e oligúria acentuada (débito urinário de 5-15 mL/h). O estado mental geralmente é alterado, com confusão ou letargia. O reconhecimento da Classe III do choque hemorrágico é um alerta para a necessidade de intervenção agressiva. Além da reposição volêmica inicial com cristaloides, a transfusão de hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas) é geralmente indicada. O objetivo é restaurar a perfusão tecidual e a capacidade de transporte de oxigênio, enquanto se busca identificar e controlar a fonte do sangramento o mais rapidamente possível, seja por cirurgia ou outras intervenções.
Os principais parâmetros incluem a frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário, estado mental e a estimativa da perda sanguínea, que juntos permitem a classificação em Classes I a IV.
A classificação do choque hemorrágico é crucial para guiar a agressividade da reanimação volêmica, a necessidade de transfusão sanguínea e a identificação precoce da fonte do sangramento, melhorando o prognóstico do paciente.
A Classe II envolve perda de 15-30% da volemia, com taquicardia (100-120 bpm) e PA normal ou discretamente diminuída, enquanto a Classe III (30-40% de perda) apresenta taquicardia (>120 bpm), hipotensão clara e oligúria mais acentuada.
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