HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente de 25 anos de idade, vítima de acidente moto versus anteparo fixo, dá entrada no pronto-socorro com sinais de choque hemorrágico, apresentando os seguintes sinais vitais: pressão arterial: 60 x 40 mmHg, frequência cardíaca: 135 bpm, frequência respiratória: 32 irpm, confuso. Segundo o protocolo do Advanced Trauma Life Support 9ª edição, qual a classificação de grau de choque e a conduta indicada?
Choque hemorrágico Classe III (ATLS): FC 120-140, PA ↓, FR 30-40, confuso. Conduta = cristaloides + hemoderivados.
A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS considera múltiplos parâmetros. Neste caso, a frequência cardíaca (135 bpm), frequência respiratória (32 irpm) e estado mental (confuso) se encaixam na Classe III, apesar da hipotensão grave. A conduta para Classe III inclui reposição com cristaloides e hemoderivados.
O choque hemorrágico é uma das principais causas de morte evitável no trauma, e sua rápida identificação e manejo são cruciais. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma classificação em quatro classes baseada na perda sanguínea estimada e nas respostas fisiológicas do paciente, como frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. Essa classificação orienta a gravidade e a necessidade de intervenção. Para a Classe III de choque hemorrágico, a perda sanguínea estimada varia entre 30-40% do volume total (1500-2000 mL em um adulto). Os sinais vitais típicos incluem frequência cardíaca entre 120-140 bpm, hipotensão (pressão arterial diminuída), frequência respiratória entre 30-40 irpm e alteração do estado mental, como ansiedade ou confusão. O reconhecimento precoce desses parâmetros é vital para iniciar o tratamento adequado. A conduta para o choque hemorrágico Classe III envolve a reposição volêmica agressiva. Inicialmente, são administrados cristaloides (solução salina isotônica ou Ringer Lactato) em bolus. No entanto, devido à perda significativa de volume e à probabilidade de sangramento contínuo, a transfusão de hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas) deve ser considerada precocemente, especialmente se não houver resposta à infusão inicial de cristaloides ou se a hemorragia for evidente e maciça.
O ATLS classifica o choque hemorrágico em quatro classes com base na perda volêmica estimada, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental do paciente.
A conduta inicial para choque hemorrágico Classe III envolve a reposição volêmica agressiva com cristaloides (geralmente 1-2 litros em adultos) e a consideração precoce de transfusão de hemoderivados, especialmente se houver sangramento ativo ou resposta inadequada aos fluidos.
A pressão arterial pode ser mantida por mecanismos compensatórios até perdas volêmicas significativas. Frequência cardíaca, frequência respiratória, perfusão periférica e estado mental são indicadores mais sensíveis de hipovolemia e choque nas fases iniciais.
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