Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Trabalhador de empresa de energia elétrica, 32 anos, recebeu um choque elétrico de alta voltagem. O exame físico mostra o local de entrada na face lateral da panturrilha direita. O exame neurovascular da perna e pé é normal na admissão. Seis horas mais tarde, o pé dele encontra-se frio e pálido e não se consegue palpar os pulsos distais. O doppler também não detecta pulsação distal. O próximo passo é
Choque elétrico + isquemia aguda de membro (pé frio/pálido, pulsos ausentes) → Suspeitar síndrome compartimental → Fasciotomia urgente.
O choque elétrico de alta voltagem pode causar lesão muscular extensa e edema, levando à síndrome compartimental. A isquemia aguda de membro, manifestada por pé frio, pálido e ausência de pulsos distais, é uma emergência que exige descompressão cirúrgica imediata (fasciotomia) para evitar necrose tecidual e perda do membro.
O choque elétrico de alta voltagem pode causar lesões complexas e graves, que vão além das queimaduras visíveis na pele. A corrente elétrica, ao passar pelos tecidos, pode gerar calor e causar necrose muscular profunda, resultando em edema e aumento da pressão dentro dos compartimentos musculares. Este aumento de pressão pode levar à síndrome compartimental aguda, uma condição em que a pressão tecidual excede a pressão de perfusão capilar, comprometendo a circulação sanguínea e a função nervosa. Os sinais clássicos incluem dor desproporcional, parestesias, palidez e, em casos avançados, ausência de pulsos distais, como observado no caso. A detecção de pulsos ausentes por palpação e doppler confirma a isquemia grave. Diante de uma isquemia aguda de membro com suspeita de síndrome compartimental, a fasciotomia é a intervenção cirúrgica de emergência para descompressão dos compartimentos musculares. Esta medida é crucial para restaurar o fluxo sanguíneo, prevenir a necrose muscular e nervosa, e evitar a perda do membro. Outras opções como arteriografia ou heparina não abordam a causa mecânica da compressão e atrasariam o tratamento definitivo.
Os sinais incluem dor intensa desproporcional, parestesia, palidez, diminuição ou ausência de pulsos distais, e tensão no compartimento muscular afetado.
A conduta inicial é a fasciotomia de emergência para descompressão dos compartimentos musculares, visando restaurar o fluxo sanguíneo e prevenir a necrose tecidual.
A arteriografia atrasaria a intervenção cirúrgica necessária. A isquemia aguda com ausência de pulsos e doppler negativo é uma indicação clara de fasciotomia, que é uma emergência tempo-dependente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo