ENARE/ENAMED — Prova 2026
Recém-nascido de 14 dias, hipoativo e com desconforto respiratório, é levado para avaliação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antecedentes obstétricos: não foi realizado pré-natal e o parto ocorreu a termo no domicílio. Exame clínico: hipoativo e pouco responsivo, hipocorado, cianótico. Aparelho respiratório: 70 irpm com tiragem subcostal. Murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Saturação de Oz em ar ambiente de 82%. Aparelho cardiovascular: pulsos débeis, tempo de perfusão capilar de 5 segundos. Frequência cardíaca de 160 bpm, com ritmo cardíaco regular. Abdome globoso, com fígado a 2,5 cm do rebordo costal direito, presença de halo de hiperemia e edema em torno do coto umbilical. O diagnóstico e as condutas adequadas são, respectivamente,
RN hipoativo, desconforto respiratório, cianose, pulsos débeis, TPC > 3s, onfalite → Choque distributivo (séptico) = Suporte, fluidos, ATB, vasoativos.
O choque distributivo em neonatos, frequentemente de origem séptica, manifesta-se com sinais de hipoperfusão e infecção. A conduta inicial inclui suporte ventilatório, expansão volêmica com cristaloides isotônicos, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, se necessário, fármacos vasoativos.
O choque em recém-nascidos é uma emergência pediátrica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. O caso clínico apresenta um recém-nascido com sinais claros de hipoperfusão (hipoativo, hipocorado, cianótico, pulsos débeis, TPC prolongado) e evidência de infecção (halo de hiperemia e edema em torno do coto umbilical, sugestivo de onfalite). Esses achados são altamente sugestivos de choque distributivo, sendo a sepse a etiologia mais provável neste cenário. O manejo inicial do choque séptico neonatal envolve a estabilização hemodinâmica e respiratória. Isso inclui suporte ventilatório para otimizar a oxigenação, expansão volêmica com cristaloides isotônicos para restaurar o volume intravascular e, crucialmente, o início precoce de antibioticoterapia de amplo espectro para combater a infecção subjacente. Fármacos vasoativos podem ser necessários se o choque for refratário à reposição volêmica. A identificação e tratamento da onfalite são fundamentais para o controle do foco infeccioso.
Hipoatividade, hipotonia, taquicardia, pulsos débeis, tempo de perfusão capilar prolongado (>3 segundos), hipotensão (sinal tardio), desconforto respiratório e oligúria.
A sepse neonatal é a causa mais comum de choque distributivo em recém-nascidos, frequentemente associada a infecções bacterianas.
Suporte ventilatório, acesso venoso, expansão volêmica com cristaloides isotônicos (bolus de 10-20 mL/kg), antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, se refratário, uso de fármacos vasoativos.
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