USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Paciente de 25 anos, previamente hígido, admitido no CTI com choque circulatório e sem história clínica. Após a realização das medidas iniciais, a pressão arterial invasiva (PAi) está em 90/35 mmHg e a pressão de pulso (diferença da pressão sistólica e a pressão diastólica) esta em 55 mmHg. Admitindo se PAi calibrada, ajustada e sem interferências, qual o provável tipo de choque?
Choque com pressão de pulso alargada (PAS-PAD > 40 mmHg) → suspeitar de choque distributivo (vasodilatação).
A pressão de pulso é a diferença entre a pressão arterial sistólica (PAS) e a diastólica (PAD). Uma pressão de pulso alargada (neste caso, 55 mmHg) é um achado clássico do choque distributivo, que ocorre devido à vasodilatação periférica generalizada, resultando em uma queda acentuada da resistência vascular sistêmica e, consequentemente, da pressão arterial diastólica.
O choque circulatório é uma condição de falência circulatória aguda que resulta em perfusão tecidual inadequada e hipóxia celular. A identificação rápida do tipo de choque é fundamental para o manejo adequado e para a melhora do prognóstico do paciente. Existem quatro tipos principais de choque: hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo, cada um com características hemodinâmicas distintas. Neste caso, o paciente apresenta hipotensão (PAi 90/35 mmHg) e uma pressão de pulso alargada (PAS - PAD = 90 - 35 = 55 mmHg). Uma pressão de pulso alargada é um achado clássico do choque distributivo. Este tipo de choque é caracterizado por uma vasodilatação periférica generalizada, que leva a uma diminuição acentuada da resistência vascular sistêmica (RVS) e, consequentemente, a uma queda significativa da pressão arterial diastólica, enquanto a pressão sistólica pode ser relativamente preservada ou menos afetada. As causas mais comuns de choque distributivo incluem sepse, anafilaxia e lesões medulares (choque neurogênico). A compreensão da fisiopatologia e dos parâmetros hemodinâmicos, como a pressão de pulso, é crucial para o diagnóstico diferencial e para guiar a terapia, que geralmente envolve vasopressores para restaurar o tônus vascular e a perfusão tecidual.
A pressão de pulso é a diferença entre a pressão arterial sistólica (PAS) e a diastólica (PAD). Seu valor normal geralmente varia entre 30 e 40 mmHg em adultos.
No choque distributivo, há uma vasodilatação periférica generalizada, levando a uma diminuição acentuada da resistência vascular sistêmica (RVS). Isso faz com que a pressão diastólica caia significativamente, enquanto a sistólica pode ser mantida ou cair menos, resultando em uma pressão de pulso alargada.
As principais causas de choque distributivo incluem choque séptico (o mais comum), choque anafilático, choque neurogênico e choque endócrino (como na crise addisoniana). Todos envolvem vasodilatação sistêmica e disfunção na distribuição do fluxo sanguíneo.
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