FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
O cuidado pós-operatório após cirurgia ginecológica ou obstétrica requer, além de um adequado monitoramento, a instituição apropriada de medidas profiláticas e a identificação oportuna de complicações e de intervenções, quando necessárias. No tocante às possíveis complicações, se encontra o choque que requer cuidado intensivo. O choque decorrente do acúmulo dos vasos sanguíneos periféricos é denominado:
Choque por vasodilatação periférica e acúmulo sanguíneo = Choque Distributivo.
O choque distributivo é caracterizado por uma vasodilatação sistêmica generalizada, que leva à má distribuição do volume sanguíneo e à diminuição da perfusão tecidual, apesar de um volume intravascular normal ou até aumentado. Isso resulta em um acúmulo de sangue nos vasos periféricos e retorno venoso inadequado.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada que resulta em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes. O choque distributivo é uma das principais categorias de choque, caracterizado por uma disfunção na distribuição do fluxo sanguíneo devido à vasodilatação sistêmica. É uma complicação grave que pode ocorrer em diversas situações clínicas, incluindo o pós-operatório de cirurgias ginecológicas e obstétricas. A fisiopatologia do choque distributivo envolve a liberação de mediadores inflamatórios ou neuro-humorais que causam vasodilatação arteriolar e venular generalizada. Isso leva a uma diminuição da resistência vascular sistêmica (RVS) e a um aumento da capacitância venosa, resultando em acúmulo de sangue nos vasos periféricos e diminuição do retorno venoso ao coração. Consequentemente, o débito cardíaco pode ser inicialmente alto (choque quente) mas a perfusão tecidual é inadequada. O diagnóstico precoce e o manejo agressivo são cruciais. O tratamento inclui reposição volêmica para otimizar a pré-carga, uso de vasopressores (como noradrenalina) para restaurar o tônus vascular e manter a pressão de perfusão, e tratamento da causa subjacente (ex: antibióticos para sepse, anti-histamínicos e epinefrina para anafilaxia). Residentes devem estar aptos a reconhecer e iniciar o tratamento rapidamente.
Os principais tipos incluem choque séptico (o mais comum), choque anafilático, choque neurogênico e choque por insuficiência adrenal, todos caracterizados por vasodilatação sistêmica.
A fisiopatologia envolve uma vasodilatação arteriolar e venular generalizada, levando à diminuição da resistência vascular sistêmica e ao acúmulo de sangue nos vasos periféricos, resultando em má distribuição do fluxo sanguíneo e hipoperfusão tecidual.
O tratamento inicial foca na reposição volêmica para preencher o leito vascular dilatado, uso de vasopressores para restaurar o tônus vascular e, quando aplicável, tratamento da causa subjacente (ex: antibióticos na sepse, epinefrina na anafilaxia).
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