HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Podemos definir como choque um estado de hipoperfusão tecidual. Dentre os parâmetros hemodinâmicos abaixo relacionados, qual das alternativas abaixo é CORRETA?
Choque distributivo → RVS baixa (vasodilatação), pressões de enchimento variáveis (dependem da volemia).
No choque distributivo (ex: séptico, anafilático), a principal alteração é a vasodilatação sistêmica generalizada, que leva a uma resistência vascular sistêmica (RVS) muito baixa. As pressões de enchimento cardíaco (PVC, PoCP) podem ser baixas, normais ou altas, dependendo do estado volêmico e da resposta à ressuscitação volêmica.
Choque é uma síndrome clínica de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. Existem quatro tipos principais de choque: hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo. A fisiopatologia do choque distributivo, exemplificado pelo choque séptico, anafilático ou neurogênico, é caracterizada por uma vasodilatação sistêmica maciça. Isso leva a uma diminuição acentuada da resistência vascular sistêmica (RVS) e, consequentemente, a uma redução da pressão arterial. O índice cardíaco (IC) pode estar normal ou elevado, como um mecanismo compensatório para tentar manter a perfusão. As pressões de enchimento cardíaco, como a pressão venosa central (PVC) e a pressão de oclusão da artéria pulmonar (PoCP), são variáveis no choque distributivo. Elas podem ser baixas se houver hipovolemia relativa ou absoluta, ou podem estar normais a elevadas após a ressuscitação volêmica. O tratamento visa restaurar a perfusão tecidual através de fluidos, vasopressores para aumentar a RVS e tratamento da causa subjacente.
O choque distributivo é caracterizado por uma resistência vascular sistêmica (RVS) marcadamente baixa devido à vasodilatação generalizada. O índice cardíaco (IC) geralmente está elevado ou normal, e as pressões de enchimento cardíaco (PVC, PoCP) são variáveis, dependendo do estado volêmico do paciente.
A RVS está baixa no choque distributivo (séptico, anafilático, neurogênico). Nos choques cardiogênico, hipovolêmico e obstrutivo, a RVS geralmente está elevada como mecanismo compensatório para tentar manter a pressão arterial em face de um débito cardíaco reduzido.
As pressões de enchimento (PVC, PoCP) no choque distributivo são variáveis porque, embora haja vasodilatação, o volume intravascular pode ser baixo (por perdas ou má distribuição), normal ou até alto (após ressuscitação volêmica agressiva). A vasodilatação aumenta a capacitância venosa, o que pode levar a pressões de enchimento baixas se não houver volume suficiente para preencher esse espaço.
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