FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Um paciente masculino de 45 anos, recentemente internado num leito de UTI, tem diagnóstico sindrômico de choque. Foi submetido à passagem de cateter de Swan-Ganz. As medidas realizadas evidenciam: pressão capilar pulmonar ocluída reduzida, débito cardíaco normal, pressão venosa central reduzida e resistência vascular sistêmica reduzida. Com base nesses achados, esse paciente apresenta que tipo de choque?
RVS ↓ + Débito Cardíaco normal/↑ + PCP ↓ = Choque Distributivo (ex: Séptico).
O choque distributivo é o único que apresenta queda primária da resistência vascular sistêmica, frequentemente com débito cardíaco mantido ou elevado na fase inicial.
A compreensão dos perfis hemodinâmicos é vital para o manejo do choque na UTI. O cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz) permite medir diretamente o débito cardíaco e as pressões de enchimento, além de calcular a resistência vascular. No choque distributivo, o problema primário não é a falta de volume ou a falha da bomba cardíaca, mas sim a perda do tônus vascular periférico. Isso gera um estado de hipoperfusão tecidual apesar de um débito cardíaco muitas vezes elevado, exigindo o uso precoce de vasopressores (como a noradrenalina) para restaurar a pressão de perfusão.
O perfil clássico inclui: Resistência Vascular Sistêmica (RVS) reduzida (devido à vasodilatação), Débito Cardíaco (DC) normal ou aumentado (choque hiperdinâmico), e pressões de enchimento (PVC e PCP) geralmente reduzidas ou normais. É o perfil típico do choque séptico, anafilático e neurogênico.
Ambos podem apresentar pressões de enchimento (PCP e PVC) baixas. A diferenciação crucial reside na Resistência Vascular Sistêmica (RVS) e no Débito Cardíaco (DC). No choque hipovolêmico, a RVS está aumentada (vasoconstrição compensatória) e o DC está reduzido. No choque distributivo, a RVS está reduzida (falha na regulação do tônus vascular) e o DC tende a estar normal ou alto.
A PCP reduzida indica baixa pré-carga do ventrículo esquerdo. Isso pode ocorrer por perda absoluta de volume (choque hipovolêmico) ou por aumento da capacitância venosa e má distribuição do fluxo (choque distributivo). No choque cardiogênico, ao contrário, a PCP estaria elevada devido à falha de bomba e congestão retrógrada.
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