Choque Anafilático Pediátrico: Identificação e Classificação

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Pré-escolar com 4 anos de idade, apresentou tosse rouca, seguida de dor abdominal, vômito e rush cutâneo, após a ingesta de bolo de chocolate. Mãe nega quadro semelhante prévio. Relata ainda um episodio de sincope durante deslocamento para a urgência pediátrica. Ao exame, agitado, pletórico, desconforto respiratório leve/moderado, tosse rouca em acesso. Of: hiperemia lábios Ap: mv rude, sibilos esparsos; SO2: 94%, FR: 20 ipm Ac: bcnf rcr 2t FC: 148 bpm; PA: 75x40 mmhg: pcp: 1 seg; pulsos amplos Abd: difusamente dolor; DB negativo SNC: ECG 15; agitado; O tipo de choque descrito no paciente acima pode ser classificado como:

Alternativas

  1. A) Distributivo
  2. B) Obstrutivo
  3. C) Hipovolêmico
  4. D) Neurogênico
  5. E) Cardiogênico

Pérola Clínica

Anafilaxia grave com hipotensão e sinais de má perfusão → Choque distributivo por vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular.

Resumo-Chave

O quadro clínico de tosse rouca, dor abdominal, vômito, rush cutâneo, síncope, hipotensão e taquicardia após ingesta de alérgeno é altamente sugestivo de anafilaxia. A anafilaxia causa choque distributivo devido à liberação de mediadores que provocam vasodilatação sistêmica e aumento da permeabilidade capilar, resultando em má distribuição do volume sanguíneo.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada por início rápido e que pode levar a comprometimento respiratório e/ou cardiovascular. Em crianças, as causas mais comuns incluem alimentos (leite, ovo, amendoim, frutos do mar), picadas de insetos e medicamentos. O reconhecimento precoce é crucial para um desfecho favorável. A fisiopatologia da anafilaxia envolve a liberação de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade capilar, broncoespasmo e edema. Quando há comprometimento cardiovascular com hipotensão e sinais de má perfusão, o quadro evolui para choque anafilático, que é um tipo de choque distributivo. O tratamento imediato e principal é a administração de epinefrina intramuscular. Além disso, é fundamental garantir a permeabilidade das vias aéreas, ofertar oxigênio, iniciar hidratação venosa com cristaloides e monitorar os sinais vitais. O manejo rápido e eficaz é vital para reverter o quadro e prevenir complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de anafilaxia em crianças?

Os principais sinais incluem urticária, angioedema, broncoespasmo (tosse, sibilos), sintomas gastrointestinais (dor abdominal, vômito) e, em casos graves, hipotensão e síncope.

Por que o choque anafilático é classificado como distributivo?

O choque anafilático é distributivo porque a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos) causa vasodilatação sistêmica e aumento da permeabilidade capilar, levando a uma má distribuição do volume sanguíneo e hipoperfusão tecidual.

Qual a conduta inicial no manejo do choque anafilático em crianças?

A conduta inicial é a administração imediata de epinefrina intramuscular, além de suporte ventilatório, hidratação venosa e, se necessário, uso de anti-histamínicos e corticosteroides.

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