INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta a condição que PODE se apresentar clinicamente como choque distributivo.
Choque distributivo = vasodilatação sistêmica grave → choque séptico, neurogênico, anafilático.
O choque distributivo é caracterizado por uma vasodilatação sistêmica grave, levando à má distribuição do fluxo sanguíneo e hipoperfusão tecidual. As principais causas incluem choque séptico (resposta inflamatória sistêmica), choque neurogênico (perda do tônus simpático) e choque anafilático (liberação de mediadores inflamatórios).
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio. O choque distributivo, em particular, é caracterizado por uma vasodilatação sistêmica grave que leva à diminuição da resistência vascular sistêmica (RVS) e, consequentemente, à má distribuição do fluxo sanguíneo, apesar de um volume intravascular adequado ou até aumentado. É uma condição de alta mortalidade e exige reconhecimento e intervenção rápidos. A fisiopatologia do choque distributivo varia conforme a etiologia. No choque séptico, a resposta inflamatória sistêmica a uma infecção libera mediadores que causam vasodilatação e aumento da permeabilidade capilar. No choque neurogênico, uma lesão na medula espinhal ou no tronco cerebral interrompe o tônus simpático, resultando em vasodilatação e bradicardia. No choque anafilático, a liberação maciça de histamina e outros mediadores por uma reação alérgica grave causa vasodilatação e broncoespasmo. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (hipotensão, taquicardia, oligúria, alteração do estado mental) e características específicas de cada subtipo. O tratamento do choque distributivo envolve a identificação e tratamento da causa subjacente, suporte hemodinâmico com fluidos intravenosos e vasopressores (como noradrenalina) para restaurar a pressão arterial e a perfusão. No choque séptico, antibióticos são cruciais; no neurogênico, pode-se usar atropina para bradicardia; na anafilaxia, epinefrina. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da resposta ao tratamento, sendo essencial o monitoramento contínuo e a otimização hemodinâmica.
A principal característica é a vasodilatação sistêmica generalizada, que leva à diminuição da resistência vascular sistêmica e à má distribuição do fluxo sanguíneo, resultando em hipoperfusão tecidual.
As causas mais comuns incluem choque séptico (infecção grave com resposta inflamatória sistêmica), choque neurogênico (lesão medular ou cerebral com perda do tônus simpático) e choque anafilático (reação alérgica grave).
No choque distributivo, o paciente geralmente apresenta extremidades quentes e pulsos amplos (pelo menos inicialmente), ao contrário do choque hipovolêmico ou cardiogênico, onde as extremidades são frias e os pulsos finos. A pressão arterial é baixa em todos os tipos.
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