UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
A dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil. É uma doença febril que tem se mostrado de grande importância, em saúde pública, nos últimos anos. O vírus dengue é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes.Sobre a dengue, assinale a alternativa correta.
Choque da dengue: rápida instalação e curta duração (12-24h), exige manejo imediato para evitar óbito ou garantir recuperação.
O choque hemodinâmico na dengue é uma complicação grave da fase crítica, caracterizada por extravasamento plasmático e hipovolemia. Sua rápida instalação e curta janela terapêutica (12-24 horas) exigem reconhecimento precoce e manejo agressivo com reposição volêmica para evitar desfechos fatais.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto em saúde pública, causada por um flavivírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Com quatro sorotipos, a infecção pode variar de quadros assintomáticos a formas graves, como a dengue com sinais de alarme e a dengue grave, que inclui o choque. A doença evolui em três fases: febril, crítica e de recuperação. A fase crítica, geralmente entre o 3º e o 7º dia após o início dos sintomas, é o período de maior risco para o desenvolvimento de complicações graves, como o choque. Este é causado principalmente pelo extravasamento plasmático para o terceiro espaço, levando à hipovolemia e, se não tratado, à falência circulatória. O choque hemodinâmico da dengue é de instalação rápida e curta duração, exigindo reconhecimento precoce dos sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, letargia, hepatomegalia, hipotensão postural) e manejo imediato com reposição volêmica intravenosa. A contraindicação de AAS e AINEs é fundamental devido ao risco de sangramento e agravamento da disfunção plaquetária. O diagnóstico laboratorial pode ser feito por detecção de antígeno NS1 nos primeiros dias ou sorologia (IgM/IgG) a partir do 5º dia.
Os sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito. A presença desses sinais indica a necessidade de internação e monitoramento rigoroso.
Aspirina (AAS) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são contraindicados na dengue devido ao risco de aumentar a tendência a sangramentos, pois podem interferir na função plaquetária e na coagulação. Seu uso pode agravar o quadro hemorrágico da doença, que já é uma complicação potencial da dengue.
Nos primeiros 5 dias de sintomas, o diagnóstico pode ser feito pela detecção do antígeno NS1 ou por RT-PCR para o vírus. Após o 5º-7º dia, a sorologia (ELISA para IgM e IgG) torna-se mais útil, detectando anticorpos produzidos em resposta à infecção.
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