AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas. ( ) A principal característica do choque é a hipoperfusão, e não um nível específico de pressão sanguínea arterial sistêmica. ( ) O vasopressor de escolha para início da ressuscitação é a epinefrina. ( ) A antibioticoterapia deve ser iniciada após estabilização do paciente. ( ) Para pacientes com nível sérico de lactato elevado, a terapêutica deve ser direcionada para redução desse marcador. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Choque = hipoperfusão tecidual; Noradrenalina é o vasopressor inicial; ATB precoce; Lactato é marcador, não alvo primário.
A principal característica do choque é a hipoperfusão tecidual, independentemente da pressão arterial. O vasopressor de escolha inicial é a noradrenalina, não a epinefrina. A antibioticoterapia deve ser iniciada o mais rápido possível no choque séptico, não após a estabilização. A terapêutica deve ser direcionada para a causa subjacente do choque, e a redução do lactato é uma consequência da melhora da perfusão.
O choque é uma síndrome complexa e potencialmente fatal, caracterizada por hipoperfusão tecidual generalizada, que leva a disfunção celular e falência orgânica. É crucial entender que a definição de choque não se baseia em um nível específico de pressão arterial, mas sim na evidência de perfusão inadequada dos tecidos, manifestada por sinais como lactato elevado, oligúria, alteração do estado mental e tempo de enchimento capilar prolongado. O manejo do choque exige uma abordagem rápida e sistemática. A escolha do vasopressor é um ponto chave: a noradrenalina é geralmente o agente de primeira linha para a maioria dos tipos de choque distributivo (como o séptico), devido à sua eficácia em aumentar a pressão arterial média e a perfusão de órgãos vitais. A epinefrina pode ser considerada em situações específicas, como choque anafilático ou como segunda linha em choque séptico refratário. No choque séptico, a antibioticoterapia precoce é um pilar fundamental do tratamento, devendo ser iniciada dentro da primeira hora após o diagnóstico. A estabilização hemodinâmica e a redução do lactato são metas importantes, mas a terapêutica deve ser direcionada para a causa subjacente do choque, e a depuração do lactato é um indicador da resposta à ressuscitação, não um alvo terapêutico primário isolado.
Choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, independentemente de um nível específico de pressão arterial.
A noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico, devido à sua potente ação alfa-adrenérgica e menor incidência de arritmias em comparação com a epinefrina.
A antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora do reconhecimento do choque séptico, para melhorar os desfechos.
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