HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Lactente, 11 meses, é trazido pela mãe à emergência com quadro de vômitos e diarreia há dois dias. Hoje mais irritado, urinando menos, segundo a mãe e apresentando febre, fez antitérmico antes de sair de casa. Exame físico: irritado, choroso, tax: 36,8ºC, desidratado, corado, acianótico, anictérico. Perfusão periférica: 3s, pulsos periféricos diminuídos, FC: 175 bpm. PA: 90 X40 mmHg. FR: 40 irpm, leve tiragem subcostal. Fontanela anterior deprimida, sem sinais de irritação meníngea ou de focalização neurológica. Restante do exame físico sem alterações. O diagnóstico e tratamento imediato indicados neste caso são:
Lactente com desidratação grave e sinais de hipoperfusão (pulsos ↓, TPC > 2s) + PA mantida = Choque Compensado → Expansão volêmica rápida com SF 0,9% 20 mL/kg.
O choque compensado em pediatria é caracterizado por sinais de hipoperfusão (taquicardia, pulsos diminuídos, tempo de enchimento capilar prolongado, irritabilidade, oligúria) com pressão arterial ainda mantida. A conduta imediata é a expansão volêmica rápida com soro fisiológico 0,9% na dose de 20 mL/kg em bolus, repetindo se necessário.
O choque hipovolêmico é uma das principais causas de mortalidade infantil, frequentemente decorrente de desidratação grave por gastroenterite. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida. Em pediatria, o choque é classificado em compensado e descompensado, sendo o primeiro caracterizado por sinais de hipoperfusão tecidual com pressão arterial ainda mantida, enquanto o segundo já apresenta hipotensão. Os sinais clínicos de choque compensado incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos periféricos diminuídos, extremidades frias, alteração do estado mental (irritabilidade ou letargia) e oligúria. A hipotensão é um sinal tardio e grave, indicando choque descompensado. O tratamento imediato para o choque hipovolêmico é a expansão volêmica rápida com cristaloides isotônicos, como o soro fisiológico 0,9%. A dose recomendada é de 20 mL/kg, administrada em bolus, podendo ser repetida até a melhora dos sinais de perfusão. A monitorização contínua dos sinais vitais, nível de consciência, débito urinário e tempo de enchimento capilar é essencial para guiar a terapia. O atraso no início da expansão volêmica pode levar à progressão para choque descompensado, falência de múltiplos órgãos e óbito, ressaltando a importância do diagnóstico e tratamento ágil por parte dos residentes.
Os sinais de choque compensado incluem taquicardia, pulsos periféricos diminuídos, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), extremidades frias, irritabilidade ou letargia, oligúria e, por vezes, leve tiragem subcostal, enquanto a pressão arterial ainda se mantém dentro dos limites normais para a idade.
A conduta inicial é a expansão volêmica rápida com soro fisiológico 0,9% na dose de 20 mL/kg, administrado em bolus (geralmente em 15-20 minutos). Essa dose pode ser repetida até que os sinais de hipoperfusão melhorem, monitorando cuidadosamente a resposta do paciente.
Crianças possuem mecanismos compensatórios robustos, como o aumento da frequência cardíaca e da resistência vascular periférica, que permitem manter a pressão arterial por mais tempo. A hipotensão em crianças é um sinal de choque descompensado e indica falha desses mecanismos, sendo um achado de gravidade e pior prognóstico.
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