HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
São sinais e sintomas do choque, EXCETO:
Choque = Hipotensão (ou normotensão inicial), taquicardia, pulsos finos, débito urinário baixo, alteração nível consciência.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio. A maioria dos tipos de choque cursa com hipotensão, taquicardia, vasoconstrição periférica (pulsos finos) e oligúria, sendo a hipertensão um achado incomum e contraindicatório de choque estabelecido.
O choque é uma síndrome clínica grave caracterizada por hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes a nível celular. Se não tratado prontamente, leva à disfunção orgânica múltipla e morte. É uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. A fisiopatologia do choque envolve uma falha em um ou mais componentes do sistema circulatório: volume intravascular (choque hipovolêmico), bomba cardíaca (choque cardiogênico), tônus vascular (choque distributivo, como o séptico e anafilático) ou obstrução ao fluxo sanguíneo (choque obstrutivo). Independentemente da causa, o resultado final é a entrega inadequada de oxigênio aos tecidos. Os sinais e sintomas refletem essa hipoperfusão e os mecanismos compensatórios do corpo: taquicardia, vasoconstrição periférica (pulsos finos, pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar prolongado), oligúria (devido à hipoperfusão renal) e alteração do nível de consciência. A hipotensão é um sinal clássico, mas pode ser tardia, pois o corpo tenta manter a pressão arterial através de mecanismos compensatórios. O tratamento do choque é direcionado à causa subjacente e ao suporte das funções vitais. Isso inclui reposição volêmica (exceto no cardiogênico puro), uso de vasopressores, inotrópicos, oxigenoterapia e tratamento específico da etiologia (ex: antibióticos na sepse, cirurgia para hemorragia). O monitoramento contínuo dos sinais vitais, débito urinário e lactato sérico é essencial para guiar a terapia e avaliar a resposta. A hipertensão, ao contrário, é um sinal de pressão arterial elevada e não faz parte do quadro clínico do choque.
Os principais sinais incluem alteração do nível de consciência, pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos finos e taquicardia, além de oligúria.
A hipertensão é o oposto do que ocorre no choque. No choque, há uma falha na perfusão tecidual, que geralmente se manifesta com hipotensão (pressão arterial baixa) ou, em fases compensadas, normotensão com outros sinais de hipoperfusão.
Os tipos mais comuns são choque hipovolêmico (perda de volume), cardiogênico (falha da bomba cardíaca), distributivo (vasodilatação, como no choque séptico) e obstrutivo (obstrução ao fluxo sanguíneo, como no TEP maciço).
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