PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 67 anos, portador de hipertensão arterial e doença coronariana, é admitido no pronto socorro por quadro de dispneia intensa, ortopneia, confusão mental e oligúria. Exame físico: PA: 98/62 mmHg FC: 118 bpm FR: 28 irpm SatO2: 89% em ar ambiente Extremidades frias, tempo de enchimento capilar >4s Estertores crepitantes em bases pulmonares Edema +++/4 em membros inferiores Foi iniciado oxigenoterapia e furosemida intravenosa, com diurese discreta. Qual medida farmacológica pode ser associada neste momento?
Choque cardiogênico com congestão pulmonar e baixo débito → Dobutamina = inotrópico de escolha para melhorar perfusão e reduzir congestão.
O paciente apresenta sinais de choque cardiogênico (hipotensão, hipoperfusão periférica, oligúria, confusão mental) associado a congestão pulmonar (dispneia, ortopneia, estertores, edema). A dobutamina é o inotrópico de escolha nestes casos, pois aumenta o débito cardíaco e promove vasodilatação, melhorando a perfusão e auxiliando na redução da congestão.
O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual devido à disfunção cardíaca grave, resultando em baixo débito cardíaco. É uma emergência médica com alta mortalidade. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (hipotensão, oligúria, alteração do estado mental, extremidades frias) e evidências de congestão pulmonar ou sistêmica. O tratamento inicial envolve otimização da oxigenação e ventilação, correção de distúrbios eletrolíticos e, crucialmente, o uso de agentes vasoativos. Em pacientes com baixo débito cardíaco e sinais de congestão, como o caso descrito, a dobutamina é o inotrópico de escolha. Ela age aumentando a contratilidade miocárdica e promovendo vasodilatação periférica, o que melhora o débito cardíaco e reduz a pós-carga, aliviando a congestão. Outros agentes como a noradrenalina podem ser considerados se houver hipotensão refratária mesmo após a otimização do débito cardíaco, para manter a pressão de perfusão. O nitroprussiato é um vasodilatador arterial e venoso potente, contraindicado em hipotensão. A adrenalina e atropina têm indicações distintas e não se encaixam no perfil hemodinâmico inicial deste paciente.
Hipotensão persistente (PAS <90 mmHg ou PAM <65 mmHg) com sinais de hipoperfusão tecidual (oligúria, extremidades frias, alteração do estado mental) e evidência de disfunção cardíaca.
A dobutamina é um inotrópico que aumenta a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, além de promover vasodilatação, sendo ideal para choque cardiogênico com baixo débito e congestão. A noradrenalina é um vasopressor que aumenta a resistência vascular sistêmica, podendo piorar a pós-carga em um coração já comprometido.
A furosemida é um diurético de alça que visa reduzir a congestão pulmonar e o edema. No entanto, em choque cardiogênico com hipoperfusão renal, sua eficácia pode ser limitada, e a melhora do débito cardíaco com inotrópicos pode ser necessária para otimizar a resposta diurética.
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