Choque Cardiogênico: Escolha do Inotrópico Adequado

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 70 anos de idade, com histórico de insuficiência cardíaca, foi admitida na UTI com choque cardiogênico após um infarto agudo do miocárdio. Exame físico: PA = 95/60 mmHg, FC = 110 bpm, FR = 25 irpm, SpO₂ = 90% com máscara de oxigênio; extremidades frias, pele úmida e distensão jugular. Qual é a escolha mais adequada de agente inotrópico para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Dopamina
  2. B) Noradrenalina
  3. C) Dobutamina
  4. D) Adrenalina

Pérola Clínica

Choque cardiogênico pós-IAM com congestão → Dobutamina para ↑ contratilidade e ↓ pós-carga.

Resumo-Chave

A dobutamina é o inotrópico de escolha no choque cardiogênico, especialmente quando há sinais de congestão pulmonar ou sistêmica, pois aumenta a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco com menor efeito vasoconstritor, melhorando a perfusão tecidual.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico é uma condição de alta mortalidade, caracterizada por hipoperfusão tecidual devido à disfunção cardíaca grave, frequentemente após um infarto agudo do miocárdio. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. A escolha do agente inotrópico é um pilar fundamental do tratamento, visando otimizar o débito cardíaco e a perfusão orgânica. A fisiopatologia envolve uma falha da bomba cardíaca em manter um débito cardíaco adequado, levando à congestão pulmonar e sistêmica, além de hipoperfusão. A avaliação clínica deve incluir a diferenciação entre os tipos de choque e a identificação de sinais de congestão e hipoperfusão. A dobutamina é geralmente a primeira escolha em choque cardiogênico, especialmente quando há evidências de congestão, devido à sua capacidade de aumentar a contratilidade e reduzir a pós-carga. O tratamento do choque cardiogênico exige uma abordagem multidisciplinar e monitoramento intensivo. Além dos inotrópicos, medidas de suporte hemodinâmico, revascularização coronariana (se aplicável) e tratamento das complicações são essenciais. Residentes devem dominar a farmacologia dos agentes vasoativos e inotrópicos para otimizar o manejo desses pacientes críticos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de choque cardiogênico?

Os sinais incluem hipotensão (PA sistólica <90 mmHg), taquicardia, sinais de hipoperfusão (extremidades frias, pele úmida, alteração do estado mental) e sinais de congestão (distensão jugular, estertores pulmonares).

Por que a dobutamina é preferida em choque cardiogênico com congestão?

A dobutamina é um agonista beta-1 predominante que aumenta a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco. Seus efeitos beta-2 e alfa-1 leves causam vasodilatação, reduzindo a pós-carga e melhorando a perfusão, sendo ideal em pacientes com congestão.

Quando outros agentes como noradrenalina ou dopamina seriam considerados?

A noradrenalina é um vasopressor potente, útil se a hipotensão for grave e refratária à dobutamina ou se houver componente de choque distributivo. A dopamina é menos utilizada devido ao perfil de efeitos adversos e menor eficácia em comparação com outros inotrópicos/vasopressores.

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