Choque Cardiogênico Pediátrico: Diagnóstico e Manejo

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Menino, 10m, previamente hígido, é trazido à Emergência com história de palidez e sudorese durante a amamentação, há uma hora. Exame físico: mau estado geral; pálido; com cianose de extremidades e perioral; T=35,8ºC; FC=214bpm; FR=56irpm; pulsos periféricos finos; tempo de enchimento capilar=6segundos. Coração: bulhas taquicárdicas e normofonéticas; pulmões: murmúrio vesicular presente e simétrico, estertores em bases; abdome: fígado a 4 cm do rebordo costal direito. Eletrocardiograma:A CONDUTA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Lactente com taquicardia, má perfusão e hepatomegalia → choque cardiogênico; estabilizar via aérea, respiração, circulação.

Resumo-Chave

O quadro clínico de palidez, sudorese, cianose, taquicardia, pulsos finos, TPC prolongado e hepatomegalia em lactente sugere choque cardiogênico. A conduta inicial foca na estabilização hemodinâmica e respiratória, com suporte de oxigênio, acesso venoso e, se necessário, drogas vasoativas e diuréticos.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada pela incapacidade do coração de manter um débito cardíaco adequado para as necessidades metabólicas do corpo. Em lactentes, frequentemente é causado por cardiopatias congênitas não diagnosticadas ou miocardites, e sua rápida identificação é crucial para evitar morbimortalidade. A apresentação clínica pode ser sutil inicialmente, evoluindo para um quadro de má perfusão sistêmica e congestão pulmonar. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica de sinais como taquicardia, pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado, palidez, sudorese, cianose perioral e de extremidades, além de sinais de congestão como hepatomegalia e estertores pulmonares. A monitorização contínua e exames complementares como ECG, radiografia de tórax e ecocardiograma são fundamentais para confirmar a etiologia e guiar o tratamento. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente, otimizando a oxigenação e ventilação, e suportando a circulação. Diferente do choque hipovolêmico, a administração de fluidos deve ser cautelosa para evitar sobrecarga. Drogas inotrópicas (como dopamina, dobutamina, milrinona) e diuréticos são frequentemente empregadas para melhorar a função cardíaca e reduzir a congestão, enquanto a correção da causa subjacente é buscada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de choque cardiogênico em lactentes?

Sinais incluem taquicardia, má perfusão periférica (pulsos finos, TPC prolongado, extremidades frias), palidez, sudorese, cianose, dificuldade respiratória (taquipneia, estertores) e hepatomegalia.

Qual a conduta inicial para um lactente com suspeita de choque cardiogênico?

A conduta inicial envolve estabilização do ABC, oferta de oxigênio, obtenção de acesso venoso, e cautela com a administração de fluidos, priorizando suporte inotrópico e diuréticos se houver congestão.

Como diferenciar choque cardiogênico de choque hipovolêmico em pediatria?

Embora ambos apresentem má perfusão, o choque cardiogênico frequentemente cursa com hepatomegalia e sinais de congestão pulmonar (estertores), enquanto o hipovolêmico pode ter sinais de desidratação e ausência de congestão.

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