Choque Cardiogênico Pediátrico: Diagnóstico e Conduta Inicial

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, 5 anos de idade, é levada à emergência pediátrica com história de tosse seca e cansaço aos pequenos esforços que se intensificaram nas últimas 24 horas. A mãe relata que a criança teve um quadro febril autolimitado há cerca de duas semanas, interpretado como gripe. Ao exame físico, a paciente apresenta-se prostrada, pálida e com acentuado esforço respiratório. Os dados vitais revelam frequência respiratória de 54 irpm, frequência cardíaca de 162 bpm, saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente e pressão arterial de 76 x 48 mmHg. À ausculta cardíaca, nota-se ritmo de galope por presença de terceira bulha (B3) e pulsos periféricos finos. O exame do tórax demonstra murmúrio vesicular presente bilateralmente com estertores finos em bases. O abdome é globoso, com fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito, de bordos rombos e doloroso. O tempo de enchimento capilar é de 5 segundos e as extremidades estão frias. Diante do quadro clínico apresentado, a conduta inicial mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Prescrever furosemida 1 mg/kg por via intravenosa para redução imediata da congestão sistêmica.
  2. B) Iniciar infusão de adrenalina 0,1 mcg/kg/min por via periférica e manter restrição hídrica rigorosa.
  3. C) Realizar expansão volêmica imediata com cristalóide na dose de 20 ml/kg em 5 a 10 minutos.
  4. D) Administrar expansão volêmica cautelosa com cristalóide na dose de 10 ml/kg em 20 minutos.

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