UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Recém-nascido, 3 semanas de vida (parto normal), Apgar 9-10, IG: 39,5 semanas e pré-natal sem intercorrências, dá entrada na emergência. A mãe refere que o filho apresenta gemência e dificuldade para mamar. Ao exame, além de não serem observados pulsos em MMII, o paciente está gemente, com: FC – 198 bpm; FR – 45 irpm; Temperatura axilar – 35,3 0C; PA – 110x90 mmHg; Bulhas rítmicas hipofonéticas; MV simétrico e estertores crepitantes em bases; Abdome globoso e flácido; Fígado a 5 cm do rebordo central direito (RCD); má perfusão periférica; e pele moteada.No que se refere aos exames complementares mais adequados para o caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta.
RN com má perfusão, pulsos ausentes MMII, hepatomegalia e sinais de IC → Choque cardiogênico, investigar com gasometria, eletrólitos, ecocardiograma.
O quadro clínico de um recém-nascido com gemência, dificuldade para mamar, ausência de pulsos em membros inferiores, taquicardia, má perfusão periférica, pele moteada e hepatomegalia é altamente sugestivo de choque cardiogênico. Essa condição, frequentemente causada por cardiopatia congênita ducto-dependente (como coarctação grave da aorta ou síndrome de hipoplasia do coração esquerdo) após o fechamento do ducto arterioso, requer avaliação imediata da função orgânica e da estrutura cardíaca.
O choque cardiogênico neonatal é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela incapacidade do coração de manter um débito cardíaco adequado para as necessidades metabólicas do organismo. Em recém-nascidos, frequentemente está associado a cardiopatias congênitas ducto-dependentes, que se manifestam clinicamente após o fechamento do ducto arterioso, geralmente entre 2 e 4 semanas de vida. O quadro clínico é de deterioração rápida, com sinais de insuficiência cardíaca e má perfusão sistêmica: gemência, dificuldade para mamar, taquicardia, taquipneia, pulsos débeis ou ausentes (especialmente em membros inferiores, sugerindo coarctação da aorta), pele fria e moteada, tempo de enchimento capilar prolongado, hepatomegalia e bulhas cardíacas hipofonéticas. A hipotermia e a acidose metabólica são achados comuns. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a sobrevida. Diante de um quadro de choque cardiogênico neonatal, os exames complementares mais adequados e urgentes são a gasometria arterial (para avaliar acidose metabólica e oxigenação), eletrólitos (para distúrbios hidroeletrolíticos) e, primordialmente, o ecocardiograma. O ecocardiograma permite o diagnóstico etiológico da cardiopatia e a avaliação da função cardíaca, direcionando o tratamento específico, que pode incluir a administração de prostaglandina E1 para reabrir ou manter o ducto arterioso patente, além de suporte hemodinâmico e ventilatório.
Sinais incluem taquicardia, taquipneia, má perfusão periférica (tempo de enchimento capilar prolongado, pele fria e moteada), pulsos débeis ou ausentes (especialmente em MMII), hepatomegalia, dificuldade alimentar e letargia.
O ecocardiograma é essencial porque permite identificar rapidamente a cardiopatia congênita subjacente, avaliar a função ventricular, a presença de shunts e obstruções, e guiar o tratamento específico, como a administração de prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso patente.
As principais causas são cardiopatias congênitas ducto-dependentes (como coarctação grave da aorta, síndrome de hipoplasia do coração esquerdo), miocardites, arritmias graves e cardiomiopatias.
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