Choque Cardiogênico Compensado em Lactentes: Diagnóstico

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023

Enunciado

Menino, 6 meses de idade, chega à sala de Emergência com relato materno de palidez, cansaço e sudorese fria iniciados há 3 dias. Buscou atendimento médico por dificuldade nas mamadas com piora do cansaço durante a sucção, o que vem comprometendo a ingesta alimentar do menor. Informa que recentemente se recuperou de uma diarréia viral aguda tratada em domicílio. Ao exame: acordado, irritado, mucosas hipohidratadas, pálido (3+/4+), TAX: 36,6°C, sudorese fria. Vias aéreas pérvias, Sat O2 de 88% em ar ambiente, FR: 80 irpm, tiragens intercostais e subcostais com batimento de aletas nasais, ausculta pulmonar com estertores crepitantes. RCR 3T, bulhas hiperfonéticas, sopro sistólico, FC: 192 bpm, tempo de enchimento capilar = 4 seg, PA: 88 x 52 mmHg. Abdome globoso, peristalse presente, fígado a 5cm do RCD. Qual o diagnóstico sindrômico?

Alternativas

  1. A) Choque cardiogênico compensado
  2. B) Choque cardiogênico descompensado
  3. C) Choque séptico descompensado
  4. D) Choque séptico compensado

Pérola Clínica

Choque cardiogênico compensado pediátrico → taquicardia, taquipneia, TEC prolongado, hepatomegalia, pulsos periféricos mantidos, PA normal.

Resumo-Chave

O quadro clínico de taquicardia, taquipneia, sudorese fria, dificuldade nas mamadas, estertores pulmonares, RCR 3T, sopro sistólico, TEC prolongado e hepatomegalia em um lactente, com pressão arterial ainda mantida, é compatível com choque cardiogênico compensado, indicando falha na bomba cardíaca com mecanismos compensatórios ativados.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico em pediatria é uma condição grave caracterizada pela falha do coração em bombear sangue adequadamente para suprir as demandas metabólicas do corpo. Em lactentes, as causas mais comuns incluem cardiopatias congênitas, miocardites e arritmias. O reconhecimento precoce é crucial, pois a progressão para choque descompensado e parada cardiorrespiratória é rápida. O lactente apresenta um quadro clássico de choque cardiogênico compensado: sinais de baixo débito cardíaco (palidez, cansaço, sudorese fria, dificuldade nas mamadas, TEC prolongado) e sinais de congestão (taquipneia, tiragens, estertores crepitantes, hepatomegalia, RCR 3T, bulhas hiperfonéticas, sopro sistólico). A taquicardia (FC 192 bpm) é um mecanismo compensatório importante. A pressão arterial ainda mantida (88x52 mmHg) indica que os mecanismos compensatórios estão ativos, evitando a hipotensão franca. O diagnóstico sindrômico de choque cardiogênico compensado exige intervenção imediata para otimizar a função cardíaca e a perfusão tecidual. O tratamento inicial envolve suporte ventilatório, otimização da pré-carga (com cautela), uso de inotrópicos e vasodilatadores, e correção de distúrbios metabólicos. A identificação e tratamento da causa subjacente são fundamentais para o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque cardiogênico compensado em lactentes?

Os sinais incluem taquicardia, taquipneia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2s), sudorese fria, irritabilidade, dificuldade nas mamadas, hepatomegalia, e sinais de congestão pulmonar (estertores), com pressão arterial ainda mantida.

Como diferenciar choque cardiogênico de choque séptico em pediatria?

O choque cardiogênico geralmente apresenta sinais de congestão (hepatomegalia, estertores, 3ª bulha), enquanto o choque séptico pode ter febre, foco infeccioso claro, e inicialmente pulsos periféricos amplos e extremidades quentes (choque séptico quente), evoluindo para frias.

Qual a importância da pressão arterial no diagnóstico do choque em crianças?

Em crianças, a pressão arterial é um indicador tardio de choque. A hipotensão arterial já indica choque descompensado. No choque compensado, a PA pode estar normal, mas outros sinais de hipoperfusão (TEC, pulsos, estado mental) já estão presentes.

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