HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
O estágio E do choque cardiogênico caracteriza casos extremos, no qual ocorre quadro clínico muito grave e com instabilidade:
Choque cardiogênico estágio E = instabilidade hemodinâmica grave + colapso circulatório frequente.
O estágio E da classificação SCAI para choque cardiogênico representa a fase mais grave, onde o paciente está hemodinamicamente instável, muitas vezes em colapso circulatório, com falência de múltiplos órgãos e necessitando de suporte avançado.
O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. A Society for Cardiovascular Angiography and Interventions (SCAI) propôs uma classificação de estágios (A a E) para padronizar a avaliação e o manejo, facilitando a comunicação e a pesquisa. O estágio E, denominado "Extremis", representa a fase mais crítica e avançada do choque cardiogênico. Neste estágio, os pacientes apresentam um quadro clínico muito grave, com instabilidade hemodinâmica profunda e, frequentemente, colapso circulatório. Isso significa que há uma falha grave na capacidade do coração de bombear sangue, levando a uma hipoperfusão sistêmica severa e disfunção de múltiplos órgãos. A identificação do estágio E é crucial, pois indica a necessidade de intervenções agressivas e suporte avançado, como múltiplos vasopressores, inotrópicos, dispositivos de assistência ventricular mecânica (DAV) e, em alguns casos, suporte de vida extracorpóreo (ECMO). O prognóstico neste estágio é extremamente reservado, com alta mortalidade, ressaltando a importância do reconhecimento precoce e da escalada terapêutica para tentar reverter o quadro.
O estágio E, ou "Extremis", é o estágio mais grave da classificação SCAI para choque cardiogênico, caracterizado por instabilidade hemodinâmica profunda, hipoperfusão severa, falência de múltiplos órgãos e, frequentemente, colapso circulatório ou parada cardíaca iminente.
Pacientes no estágio E apresentam sinais de choque refratário, como hipotensão grave, necessidade de múltiplos vasopressores em doses altas, lactato elevado, disfunção orgânica progressiva (renal, hepática, respiratória) e deterioração neurológica.
A classificação SCAI (Society for Cardiovascular Angiography and Interventions) permite uma estratificação de risco padronizada do choque cardiogênico, auxiliando na comunicação entre equipes, no planejamento terapêutico e na avaliação prognóstica, desde o estágio A (em risco) até o E (extremis).
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