Choque Cardiogênico Estágio E: Reconhecimento e Gravidade

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

O estágio E do choque cardiogênico caracteriza casos extremos, no qual ocorre quadro clínico muito grave e com instabilidade:

Alternativas

  1. A) No qual os pacientes se apresentam hemodinamicamente estáveis e frequentemente em colapso circulatório.
  2. B) No qual os pacientes se apresentam hemodinamicamente instáveis e nunca em colapso circulatório.
  3. C) No qual os pacientes se apresentam hemodinamicamente instáveis e frequentemente em colapso circulatório.
  4. D) No qual os pacientes não se apresentam hemodinamicamente instáveis e frequentemente em colapso circulatório.

Pérola Clínica

Choque cardiogênico estágio E = instabilidade hemodinâmica grave + colapso circulatório frequente.

Resumo-Chave

O estágio E da classificação SCAI para choque cardiogênico representa a fase mais grave, onde o paciente está hemodinamicamente instável, muitas vezes em colapso circulatório, com falência de múltiplos órgãos e necessitando de suporte avançado.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. A Society for Cardiovascular Angiography and Interventions (SCAI) propôs uma classificação de estágios (A a E) para padronizar a avaliação e o manejo, facilitando a comunicação e a pesquisa. O estágio E, denominado "Extremis", representa a fase mais crítica e avançada do choque cardiogênico. Neste estágio, os pacientes apresentam um quadro clínico muito grave, com instabilidade hemodinâmica profunda e, frequentemente, colapso circulatório. Isso significa que há uma falha grave na capacidade do coração de bombear sangue, levando a uma hipoperfusão sistêmica severa e disfunção de múltiplos órgãos. A identificação do estágio E é crucial, pois indica a necessidade de intervenções agressivas e suporte avançado, como múltiplos vasopressores, inotrópicos, dispositivos de assistência ventricular mecânica (DAV) e, em alguns casos, suporte de vida extracorpóreo (ECMO). O prognóstico neste estágio é extremamente reservado, com alta mortalidade, ressaltando a importância do reconhecimento precoce e da escalada terapêutica para tentar reverter o quadro.

Perguntas Frequentes

O que significa o estágio E na classificação SCAI do choque cardiogênico?

O estágio E, ou "Extremis", é o estágio mais grave da classificação SCAI para choque cardiogênico, caracterizado por instabilidade hemodinâmica profunda, hipoperfusão severa, falência de múltiplos órgãos e, frequentemente, colapso circulatório ou parada cardíaca iminente.

Quais são as características clínicas de um paciente no estágio E de choque cardiogênico?

Pacientes no estágio E apresentam sinais de choque refratário, como hipotensão grave, necessidade de múltiplos vasopressores em doses altas, lactato elevado, disfunção orgânica progressiva (renal, hepática, respiratória) e deterioração neurológica.

Qual a importância da classificação SCAI para o manejo do choque cardiogênico?

A classificação SCAI (Society for Cardiovascular Angiography and Interventions) permite uma estratificação de risco padronizada do choque cardiogênico, auxiliando na comunicação entre equipes, no planejamento terapêutico e na avaliação prognóstica, desde o estágio A (em risco) até o E (extremis).

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