Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Homem de 59 anos, com histórico de insuficiência cardíaca, é admitido com dispneia intensa, estertores difusos, pressão arterial 80x50 mmHg e sinais de hipoperfusão periférica. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 25%, sem sinais de tamponamento pericárdico. Qual é a droga inotrópica de primeira escolha neste cenário?
Choque cardiogênico + Hipoperfusão → Dobutamina (Inotrópico de escolha).
A dobutamina é o inotrópico de primeira linha no choque cardiogênico por sua ação agonista beta-1, aumentando a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco.
O choque cardiogênico é uma emergência médica caracterizada pela falência primária da bomba cardíaca, resultando em débito cardíaco insuficiente para suprir as necessidades metabólicas dos tecidos. Clinicamente, manifesta-se por hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg), sinais de má perfusão periférica e, frequentemente, congestão pulmonar. O suporte farmacológico visa melhorar o desempenho cardíaco. A dobutamina é preferida inicialmente devido ao seu início de ação rápido e facilidade de titulação. Em pacientes com hipotensão muito grave, a noradrenalina pode ser associada para manter a pressão de perfusão coronariana, enquanto o inotrópico trata a causa base do baixo débito.
A dobutamina é uma catecolamina sintética que atua predominantemente como agonista dos receptores beta-1 adrenérgicos no miocárdio. Isso resulta em aumento da força de contração (inotropismo positivo) e, em menor grau, da frequência cardíaca (cronotropismo positivo).
Estão indicados quando há evidência clínica ou laboratorial de baixo débito cardíaco e hipoperfusão tecidual (como extremidades frias, oligúria, lactato elevado), apesar de um status volêmico adequado ou otimizado.
A dobutamina age via receptores beta-adrenérgicos, enquanto a milrinona é um inibidor da fosfodiesterase III, aumentando o AMP cíclico intracelular. A milrinona causa mais vasodilatação sistêmica e pulmonar e possui excreção renal, exigindo cautela em nefropatas.
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