Choque Cardiogênico: Diagnóstico e Manejo Essencial

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

Ainda atendendo o paciente da questão anterior você observa que o mesmo não apresenta perfusão adequada dos tecidos, ou seja, está em CHOQUE. Qual o tipo de choque que provavelmente esse paciente apresentaria?

Alternativas

  1. A) Choque hipovolêmico.
  2. B) Choque cardiogênico.
  3. C) Choque séptico.
  4. D) Choque neurogênico. 
  5. E) Choque anafilático.

Pérola Clínica

Choque cardiogênico → falha bomba cardíaca = hipoperfusão tecidual apesar de volemia adequada.

Resumo-Chave

O choque cardiogênico é caracterizado por uma falha primária do coração em bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas dos tecidos, resultando em hipoperfusão sistêmica. Geralmente, ocorre por disfunção ventricular grave, como em infarto agudo do miocárdio extenso, e requer suporte hemodinâmico agressivo.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. É uma emergência médica com alta mortalidade, frequentemente associada a infarto agudo do miocárdio (IAM) extenso, mas também pode ser causada por miocardites, valvopatias agudas ou arritmias graves. A rápida identificação e intervenção são cruciais para melhorar o prognóstico. A fisiopatologia envolve uma cascata de eventos que levam à diminuição da contratilidade miocárdica, aumento das pressões de enchimento ventricular e consequente redução do débito cardíaco e da pressão arterial. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (hipotensão, oligúria, alteração do nível de consciência) e evidências de disfunção cardíaca (ecocardiograma, biomarcadores). A suspeita deve ser alta em pacientes com doença cardíaca pré-existente ou eventos isquêmicos agudos. O tratamento visa otimizar a perfusão e a oxigenação, reduzir o trabalho cardíaco e tratar a causa subjacente. Inclui suporte ventilatório, uso de inotrópicos (dobutamina, milrinona) para melhorar a contratilidade e vasopressores (noradrenalina) para manter a pressão de perfusão. Dispositivos de assistência ventricular e revascularização coronariana (em casos de IAM) são opções terapêuticas avançadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos do choque cardiogênico?

Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, oligúria, extremidades frias e úmidas, alteração do estado mental e sinais de congestão pulmonar, como estertores e turgência jugular.

Qual a conduta inicial no manejo do choque cardiogênico?

A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com suporte ventilatório, otimização da pré-carga (com cautela), uso de inotrópicos (dobutamina) e/ou vasopressores (noradrenalina) e tratamento da causa subjacente.

Como diferenciar choque cardiogênico de outros tipos de choque?

O choque cardiogênico se diferencia pela presença de disfunção cardíaca primária (ex: FE reduzida), sinais de congestão e baixa perfusão, enquanto outros choques têm etiologias distintas, como perda de volume (hipovolêmico) ou vasodilatação (séptico, anafilático).

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