SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Uma mulher de 53 anos, tabagista, sem histórico prévio de hipertensão, é trazida à sala de emergência com queixa súbita de dispneia intensa, tosse produtiva e desconforto torácico. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 90x60 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm, saturação de oxigênio de 85% em ar ambiente, estertores pulmonares bilaterais e edema periférico. Com base no caso clínico, qual é a conduta inicial mais apropriada para esta paciente?
Paciente com dispneia súbita, sinais de congestão pulmonar e choque (hipotensão + hipoperfusão) → Choque Cardiogênico → Estabilização hemodinâmica com inotrópicos.
O quadro clínico de dispneia súbita, tosse, desconforto torácico, associado a hipotensão, taquicardia, hipoxemia grave, estertores pulmonares e edema periférico, sugere fortemente um quadro de choque cardiogênico por insuficiência cardíaca aguda descompensada. Nesses casos, a prioridade é a estabilização hemodinâmica com suporte inotrópico para melhorar a perfusão tecidual.
O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. É uma emergência médica com alta mortalidade. O quadro clínico típico inclui hipotensão, taquicardia, sinais de congestão pulmonar (dispneia, estertores, edema agudo de pulmão) e sinais de hipoperfusão periférica (extremidades frias, oligúria, alteração do nível de consciência). A fisiopatologia envolve uma falha na bomba cardíaca, que pode ser secundária a um infarto agudo do miocárdio extenso, insuficiência cardíaca descompensada, miocardite, ou valvopatias agudas. O diagnóstico é clínico, mas exames complementares como ECG, radiografia de tórax, ecocardiograma e biomarcadores cardíacos são essenciais para identificar a causa e guiar o tratamento. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco cardiovascular e apresentação súbita de dispneia e instabilidade hemodinâmica. A conduta inicial no choque cardiogênico visa estabilizar o paciente e restaurar a perfusão tecidual. Isso inclui suporte ventilatório (oxigenoterapia, ventilação não invasiva ou invasiva), e, crucialmente, o uso de agentes inotrópicos (como dobutamina ou noradrenalina, dependendo da pressão arterial) para aumentar a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco. Vasodilatadores e diuréticos devem ser usados com extrema cautela ou evitados em pacientes hipotensos, pois podem agravar o choque. O tratamento definitivo dependerá da causa subjacente, podendo incluir revascularização coronariana, cirurgia valvular ou transplante cardíaco.
O choque cardiogênico é caracterizado por hipotensão persistente (PAS < 90 mmHg ou queda > 30 mmHg da basal), sinais de hipoperfusão tecidual (alteração do estado mental, oligúria, pele fria e pegajosa, lactato elevado) e evidência de disfunção cardíaca.
Inotrópicos aumentam a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, melhorando a pressão arterial e a perfusão dos órgãos vitais em pacientes com choque cardiogênico e hipotensão, onde a função de bomba está comprometida.
As causas mais comuns incluem infarto agudo do miocárdio com disfunção ventricular esquerda grave, insuficiência cardíaca descompensada, miocardite aguda, valvopatias agudas e arritmias graves.
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