Choque Cardiogênico: Fisiopatologia e Débito Cardíaco

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Em relação aos tipos de choque circulatório, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) O choque séptico responde bem à reposição volêmica.
  2. B) Hipotensão arterial com taquicardia concomitante é sinal patognomônico de choque neurogênico.
  3. C) No choque cardiogênico, ocorre diminuição da fração de ejeção dos ventrículos e diminuição do débito cardíaco.
  4. D) Choque hemorrágico é considerado quando temos uma perda eventual de 10% do sangue do corpo.
  5. E) Nenhuma das opções acima.

Pérola Clínica

Choque cardiogênico = ↓ Fração de ejeção + ↓ Débito cardíaco.

Resumo-Chave

No choque cardiogênico, a falha primária é a incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente, resultando em diminuição da fração de ejeção ventricular e, consequentemente, redução do débito cardíaco. Isso leva à hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica, sendo uma condição grave que exige intervenção imediata.

Contexto Educacional

O choque circulatório é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes. Existem quatro tipos principais: hipovolêmico, cardiogênico, distributivo (incluindo séptico e neurogênico) e obstrutivo. A identificação correta do tipo de choque é fundamental para o manejo adequado e a melhora do prognóstico. O choque cardiogênico é causado por uma falha primária do coração em bombear sangue de forma eficaz, levando à diminuição do débito cardíaco e da fração de ejeção dos ventrículos. Isso pode ser resultado de infarto agudo do miocárdio, arritmias graves, miocardites ou valvopatias agudas. Clinicamente, o paciente apresenta sinais de hipoperfusão (hipotensão, oligúria, alteração do estado mental) e congestão pulmonar (dispneia, estertores). O tratamento do choque cardiogênico foca em otimizar a função cardíaca, reduzir a demanda de oxigênio do miocárdio e melhorar a perfusão sistêmica. Isso pode incluir inotrópicos, vasopressores, diuréticos e, em alguns casos, dispositivos de assistência ventricular ou revascularização. A reposição volêmica deve ser feita com extrema cautela para evitar sobrecarga e piora da congestão pulmonar, diferenciando-o de outros tipos de choque que respondem bem à fluidoterapia inicial.

Perguntas Frequentes

Qual a principal característica fisiopatológica do choque cardiogênico?

A principal característica é a falha da bomba cardíaca, resultando em diminuição da fração de ejeção ventricular e redução do débito cardíaco, levando à hipoperfusão sistêmica.

Por que a reposição volêmica deve ser cautelosa no choque cardiogênico?

A reposição volêmica excessiva pode agravar a congestão pulmonar e o edema, piorando a função cardíaca já comprometida e o quadro clínico do paciente.

Como o choque neurogênico se diferencia de outros tipos de choque?

O choque neurogênico é um choque distributivo caracterizado por hipotensão e bradicardia (em vez de taquicardia), devido à perda do tônus simpático após lesão medular, resultando em vasodilatação periférica.

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