SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Homem de 40 anos chega ao Pronto-Socorro com Infarto Agudo do Miocárdio e entra em choque cardiogênico. A conduta ideal é:
IAM + Choque cardiogênico → Drogas vasoativas + Revascularização imediata (Angioplastia).
No choque cardiogênico secundário a um Infarto Agudo do Miocárdio, a conduta ideal combina o suporte hemodinâmico com drogas vasoativas para manter a perfusão e a revascularização coronária precoce, preferencialmente por angioplastia, para restaurar o fluxo sanguíneo e melhorar a função ventricular.
O choque cardiogênico é uma complicação grave e potencialmente fatal do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), caracterizado por hipoperfusão tecidual devido à falha da bomba cardíaca. Sua incidência varia, mas a mortalidade permanece alta, tornando seu manejo uma prioridade em emergências cardiológicas. É essencial para residentes compreenderem a urgência e a abordagem terapêutica. A fisiopatologia envolve uma cascata de eventos que levam à diminuição do débito cardíaco, hipotensão e hipoperfusão sistêmica, com isquemia miocárdica contínua perpetuando o ciclo. O diagnóstico é clínico, com sinais de hipoperfusão (hipotensão, oligúria, alteração do estado mental, extremidades frias) em um paciente com IAM. A suspeita deve ser imediata em qualquer paciente com IAM que desenvolva instabilidade hemodinâmica. O tratamento ideal combina suporte hemodinâmico imediato com drogas vasoativas (como noradrenalina para manter a pressão arterial e dobutamina para inotropismo) e a revascularização coronária precoce. A intervenção coronária percutânea (angioplastia) é a estratégia de revascularização preferencial, pois oferece a restauração mais rápida do fluxo sanguíneo. O uso de balão intra-aórtico de contrapulsação pode ser considerado como ponte para a revascularização ou em casos refratários. A trombólise é uma alternativa se a ICP não estiver disponível em tempo hábil, mas é menos eficaz no choque cardiogênico.
A principal causa é a disfunção grave do ventrículo esquerdo devido à necrose miocárdica extensa ou isquemia persistente, resultando em falha da bomba cardíaca e incapacidade de manter o débito cardíaco adequado.
A angioplastia coronária (Intervenção Coronária Percutânea - ICP) é preferencial porque restaura rapidamente o fluxo sanguíneo para a artéria coronária ocluída, salvando o miocárdio isquêmico e melhorando a função ventricular, o que é crucial para reverter o choque.
Noradrenalina é frequentemente a primeira escolha para manter a pressão arterial. Dobutamina ou Milrinona podem ser usadas para melhorar a contratilidade miocárdica. O objetivo é otimizar a perfusão dos órgãos e o débito cardíaco enquanto se aguarda a revascularização.
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