PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020
Em que tipo de choque encontramos débito cardíaco diminuído, resistência vascular sistêmica aumentada, pressão arterial média normal ou diminuída, pressão do capilar pulmonar aumentada e pressão venosa central aumentada?
Choque cardiogênico: DC ↓, RVS ↑, PAM ↓, PCP ↑, PVC ↑ → falha da bomba cardíaca.
O choque cardiogênico é caracterizado por uma falha primária da bomba cardíaca, resultando em débito cardíaco diminuído. O corpo tenta compensar com vasoconstrição periférica (RVS aumentada), mas a falha cardíaca leva ao acúmulo de sangue nos leitos pulmonar e venoso sistêmico, elevando a pressão capilar pulmonar e a pressão venosa central.
O choque cardiogênico é uma síndrome de disfunção cardíaca grave que resulta em hipoperfusão tecidual e hipóxia celular, apesar de um volume intravascular adequado. É uma das formas mais graves de choque, frequentemente associada a infarto agudo do miocárdio extenso, mas também pode ser causada por outras condições como miocardites, arritmias graves ou insuficiência valvar aguda. A compreensão de seus parâmetros hemodinâmicos é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia central envolve a incapacidade do coração de manter um débito cardíaco suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo. Isso leva a uma cascata de eventos: a diminuição do débito cardíaco ativa mecanismos compensatórios, como a vasoconstrição periférica (aumentando a RVS) e a retenção de fluidos, na tentativa de manter a pressão arterial. No entanto, a falha da bomba cardíaca também resulta em pressões de enchimento elevadas (PCP e PVC aumentadas), indicando congestão pulmonar e sistêmica, respectivamente. O diagnóstico é clínico, mas a monitorização hemodinâmica invasiva pode confirmar o padrão. O tratamento do choque cardiogênico é complexo e visa otimizar a função cardíaca, melhorar a perfusão tecidual e tratar a causa subjacente. Inclui suporte ventilatório, uso de inotrópicos e vasopressores, e, em alguns casos, dispositivos de assistência ventricular ou revascularização. O prognóstico é frequentemente reservado, destacando a importância do reconhecimento precoce e da intervenção agressiva. Residentes devem dominar a interpretação dos parâmetros hemodinâmicos para guiar a terapia.
No choque cardiogênico, os principais sinais hemodinâmicos incluem débito cardíaco diminuído, resistência vascular sistêmica aumentada (como mecanismo compensatório), pressão arterial média normal ou diminuída, pressão do capilar pulmonar aumentada e pressão venosa central aumentada.
O aumento da Pressão do Capilar Pulmonar (PCP) e da Pressão Venosa Central (PVC) no choque cardiogênico reflete a falha do coração em bombear o sangue eficientemente. O sangue 'reflui', causando congestão nos vasos pulmonares (aumentando PCP) e no sistema venoso sistêmico (aumentando PVC), indicando sobrecarga de volume e disfunção ventricular.
A principal diferença hemodinâmica entre choque cardiogênico e distributivo é a resistência vascular sistêmica (RVS) e o débito cardíaco (DC). No choque cardiogênico, a RVS é aumentada e o DC é diminuído. No choque distributivo (ex: séptico), a RVS é diminuída devido à vasodilatação, e o DC é frequentemente aumentado no início como compensação.
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