Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2022
O tipo de choque caracterizado por aumento da pressão venosa central, débito cardíaco reduzido e aumento da resistência vascular periférica é:
Choque cardiogênico = ↓ Débito Cardíaco, ↑ PVC, ↑ RVP.
O choque cardiogênico é caracterizado por uma falha primária do coração em bombear sangue adequadamente, resultando em débito cardíaco reduzido. Isso leva a um aumento compensatório da resistência vascular periférica e à elevação da pressão venosa central devido à estase sanguínea.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada que resulta em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes. Compreender os diferentes tipos de choque e seus perfis hemodinâmicos é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. O choque cardiogênico representa uma falha primária do coração em manter um débito cardíaco adequado para as necessidades metabólicas do corpo. A fisiopatologia do choque cardiogênico envolve uma disfunção miocárdica grave, que pode ser causada por infarto agudo do miocárdio, miocardite, arritmias graves ou insuficiência valvar aguda. Essa falha da bomba cardíaca leva a uma redução significativa do débito cardíaco. Como consequência, há um aumento da pressão nas câmaras cardíacas e no sistema venoso, elevando a pressão venosa central (PVC). Para tentar compensar a queda do débito cardíaco e manter a pressão arterial, o sistema nervoso simpático é ativado, resultando em vasoconstrição periférica e, consequentemente, aumento da resistência vascular periférica (RVP). O reconhecimento desse perfil hemodinâmico (DC ↓, PVC ↑, RVP ↑) é crucial para diferenciar o choque cardiogênico de outros tipos de choque e guiar a terapia, que geralmente envolve inotrópicos, vasopressores e medidas para otimizar a função cardíaca.
O choque cardiogênico é caracterizado por débito cardíaco reduzido, pressão venosa central (PVC) elevada devido à falha da bomba cardíaca, e resistência vascular periférica (RVP) aumentada como mecanismo compensatório.
No choque hipovolêmico, tanto o débito cardíaco quanto a PVC estão reduzidos, enquanto no choque cardiogênico, o débito cardíaco é reduzido, mas a PVC está elevada devido à congestão causada pela falha cardíaca.
O aumento da resistência vascular periférica no choque cardiogênico é um mecanismo compensatório do corpo para tentar manter a pressão arterial e a perfusão dos órgãos vitais diante da redução do débito cardíaco.
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