UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Assinale a alternativa em que os medicamentos usados no tratamento do choque cardiogênico apresentam maior efeito inotrópico do que vasopressor.
Choque cardiogênico: Dobutamina e Isoproterenol são inotrópicos puros; Norepinefrina é vasopressor > inotrópico.
No choque cardiogênico, o objetivo principal é melhorar a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco. Dobutamina e isoproterenol são fármacos com predominância de efeito inotrópico positivo sobre o efeito vasopressor, sendo úteis para melhorar a perfusão tecidual em corações falhos.
O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. O tratamento visa otimizar a função cardíaca, melhorar a perfusão e estabilizar a hemodinâmica. O uso de agentes vasoativos, como inotrópicos e vasopressores, é um pilar fundamental da terapia. A escolha do agente vasoativo depende da fisiopatologia subjacente e do perfil hemodinâmico do paciente. Agentes inotrópicos positivos aumentam a contratilidade miocárdica, enquanto vasopressores aumentam a resistência vascular sistêmica. É crucial diferenciar fármacos com predominância de efeito inotrópico daqueles com predominância vasopressora. Dobutamina e isoproterenol são exemplos clássicos de agentes com maior efeito inotrópico do que vasopressor. A dobutamina é um agonista beta-1 predominante, que aumenta a contratilidade e o débito cardíaco com mínima alteração na resistência vascular. O isoproterenol é um agonista beta-1 e beta-2 não seletivo, que também aumenta a contratilidade e a frequência cardíaca, mas pode causar vasodilatação periférica (efeito beta-2), resultando em hipotensão. Em contraste, a norepinefrina é um vasopressor potente com algum efeito inotrópico, e a vasopressina é um vasopressor puro. A epinefrina e a dopamina têm efeitos mistos, dependendo da dose.
Inotrópicos aumentam a força de contração miocárdica (inotropismo), melhorando o débito cardíaco. Vasopressores aumentam o tônus vascular, elevando a pressão arterial sistêmica. Muitos fármacos têm ambos os efeitos, mas com predominância de um sobre o outro.
A dobutamina é indicada quando há disfunção miocárdica significativa e baixo débito cardíaco, resultando em hipoperfusão, e a pressão arterial sistêmica é adequada ou foi estabilizada com vasopressores, pois seu efeito vasopressor é mínimo.
O isoproterenol, um beta-agonista não seletivo, pode causar taquicardia sinusal, arritmias ventriculares, angina e hipotensão (devido à vasodilatação periférica), limitando seu uso em pacientes com doença coronariana.
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