Choque Cardiogênico: Manejo Avançado e Vasopressores

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023

Enunciado

Considerando que a conduta inicial não melhorou clinicamente D. Sofia, o que é possível fazer neste segundo momento:

Alternativas

  1. A) Uso de Inotrópico, e, se houver hipotensão, iniciar rapidamente hidratação venosa com cristaloide.
  2. B) Uso de Inotrópico, e, se houver hipotensão, associar com vasopressor.
  3. C) Uso de Inotrópico, e, se houver hipotensão, iniciar rapidamente hidratação venosa com coloide.
  4. D) Uso de Inotrópico associado a diurético endovenoso.

Pérola Clínica

Choque cardiogênico refratário → Inotrópico + Vasopressor se hipotensão persistente.

Resumo-Chave

Em choque cardiogênico, após falha da conduta inicial (fluidos cautelosos, diuréticos se congestão), a associação de inotrópicos para melhorar a contratilidade miocárdica e vasopressores para manter a pressão de perfusão é crucial, especialmente na presença de hipotensão.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual devido à disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas. É uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção rápidos. A etiologia mais comum é o infarto agudo do miocárdio, mas outras causas incluem miocardites, valvulopatias agudas e arritmias graves. O diagnóstico baseia-se em sinais de hipoperfusão (hipotensão, oligúria, alteração do estado mental, pele fria e pegajosa) e evidências de congestão pulmonar (dispneia, estertores, edema pulmonar). A conduta inicial visa otimizar a pré-carga (com cautela), reduzir a pós-carga e melhorar a contratilidade. Quando a conduta inicial não é suficiente e o paciente permanece hipotenso, a associação de inotrópicos (como dobutamina ou milrinona) para aumentar o débito cardíaco e vasopressores (como noradrenalina) para manter a pressão arterial média é fundamental. O tratamento do choque cardiogênico é complexo e individualizado, frequentemente exigindo monitorização hemodinâmica invasiva. Além da farmacoterapia, pode-se considerar dispositivos de assistência ventricular mecânica, como balão intra-aórtico ou ECMO, em casos refratários. O prognóstico depende da causa subjacente, da rapidez do diagnóstico e da resposta ao tratamento, sendo crucial para residentes dominar essa abordagem.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de piora clínica em choque cardiogênico?

Sinais de piora incluem hipotensão persistente, oligúria, piora da perfusão periférica, aumento da congestão pulmonar e acidose metabólica, indicando falha da terapia inicial.

Por que associar inotrópico e vasopressor na hipotensão do choque cardiogênico?

Inotrópicos melhoram a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, enquanto vasopressores aumentam a resistência vascular sistêmica, elevando a pressão arterial e garantindo a perfusão de órgãos vitais.

Qual a diferença entre o manejo de fluidos no choque cardiogênico e hipovolêmico?

No choque hipovolêmico, a reposição volêmica agressiva é prioritária. No choque cardiogênico, a administração de fluidos deve ser cautelosa e guiada por parâmetros hemodinâmicos para evitar sobrecarga e piora da congestão.

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