UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Considerando que a conduta inicial não melhorou clinicamente D. Sofia, o que é possível fazer neste segundo momento:
Choque cardiogênico refratário → Inotrópico + Vasopressor se hipotensão persistente.
Em choque cardiogênico, após falha da conduta inicial (fluidos cautelosos, diuréticos se congestão), a associação de inotrópicos para melhorar a contratilidade miocárdica e vasopressores para manter a pressão de perfusão é crucial, especialmente na presença de hipotensão.
O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual devido à disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas. É uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção rápidos. A etiologia mais comum é o infarto agudo do miocárdio, mas outras causas incluem miocardites, valvulopatias agudas e arritmias graves. O diagnóstico baseia-se em sinais de hipoperfusão (hipotensão, oligúria, alteração do estado mental, pele fria e pegajosa) e evidências de congestão pulmonar (dispneia, estertores, edema pulmonar). A conduta inicial visa otimizar a pré-carga (com cautela), reduzir a pós-carga e melhorar a contratilidade. Quando a conduta inicial não é suficiente e o paciente permanece hipotenso, a associação de inotrópicos (como dobutamina ou milrinona) para aumentar o débito cardíaco e vasopressores (como noradrenalina) para manter a pressão arterial média é fundamental. O tratamento do choque cardiogênico é complexo e individualizado, frequentemente exigindo monitorização hemodinâmica invasiva. Além da farmacoterapia, pode-se considerar dispositivos de assistência ventricular mecânica, como balão intra-aórtico ou ECMO, em casos refratários. O prognóstico depende da causa subjacente, da rapidez do diagnóstico e da resposta ao tratamento, sendo crucial para residentes dominar essa abordagem.
Sinais de piora incluem hipotensão persistente, oligúria, piora da perfusão periférica, aumento da congestão pulmonar e acidose metabólica, indicando falha da terapia inicial.
Inotrópicos melhoram a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, enquanto vasopressores aumentam a resistência vascular sistêmica, elevando a pressão arterial e garantindo a perfusão de órgãos vitais.
No choque hipovolêmico, a reposição volêmica agressiva é prioritária. No choque cardiogênico, a administração de fluidos deve ser cautelosa e guiada por parâmetros hemodinâmicos para evitar sobrecarga e piora da congestão.
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