CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
O estágio D indica que as medidas de manejo inicial do choque cardiogênico
Choque Cardiogênico Estágio D: Falha do manejo inicial em 30 min para restaurar estabilidade/perfusão.
A classificação por estágios do choque cardiogênico (SCAI Shock Stages) ajuda a estratificar a gravidade e guiar o tratamento. O estágio D (Deteriorating) indica que as intervenções iniciais não foram eficazes em restaurar a estabilidade hemodinâmica ou a perfusão tecidual após um período de observação, sugerindo a necessidade de terapias mais avançadas.
O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. É uma condição com alta mortalidade, frequentemente associada à síndrome coronariana aguda (SCA) com elevação do segmento ST. A rápida identificação e estratificação da gravidade são cruciais para guiar o manejo e melhorar o prognóstico. A classificação por estágios do choque cardiogênico, proposta pela Society for Cardiovascular Angiography and Interventions (SCAI), oferece uma ferramenta padronizada para avaliar a gravidade e a progressão da doença. Os estágios variam de A (em risco) a E (extremis), com o estágio C representando o choque cardiogênico clássico. O estágio D, denominado 'Deteriorating' (Deteriorando), é caracterizado pela falha das medidas de manejo inicial em restaurar a estabilidade hemodinâmica ou a perfusão tecidual após um período de observação, geralmente definido como pelo menos 30 minutos. Isso indica que as terapias convencionais (fluidos, vasopressores, inotrópicos) não foram suficientes, e o paciente está progredindo para um quadro mais grave, necessitando de intervenções mais agressivas, como suporte circulatório mecânico, para tentar reverter a disfunção.
Os estágios são A (Em risco), B (Início), C (Clássico), D (Deteriorando) e E (Extremis), refletindo uma progressão na gravidade e na necessidade de suporte.
Significa que, apesar das medidas iniciais (fluidos, vasopressores), o paciente continua com sinais de hipoperfusão (hipotensão persistente, oligúria, lactato elevado, alteração do estado mental).
O estágio D indica a necessidade de escalonamento terapêutico, como a introdução de suporte circulatório mecânico (balão intra-aórtico, ECMO, dispositivos de assistência ventricular) ou outras intervenções avançadas para estabilizar o paciente.
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