Choque Cardiogênico e IAM: Manejo de Emergência

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Um paciente de 55 anos de idade, foi levado à emergência desacordado, com SatO2 = 80%, PA = 80 mmHg x 50 mmHg, ausculta pulmonar apresenta crepitantes bilaterais até ápice e a frequência cardíaca é demonstrada no eletrocardiograma a seguir.Considerando esse quadro clínico e o eletrocardiograma, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O paciente apresenta fibrilação atrial exclusivamente.
  2. B) Deve ser colocado um marcapasso.
  3. C) Apresenta-se em Killip 3.
  4. D) Abertura da artéria acometida, bem como o tratamento da arritmia subjacente são os pilares do manejo inicial.
  5. E) Ecocardiograma transtorácico e cardioversão elétrica sincronizada.

Pérola Clínica

Paciente com choque cardiogênico + EAP + arritmia instável → revascularização coronariana + tratamento da arritmia são pilares do manejo.

Resumo-Chave

O paciente apresenta um quadro de choque cardiogênico com edema agudo de pulmão (crepitantes bilaterais, SatO2 baixa, PA baixa) e uma arritmia cardíaca (implícita pelo ECG e pela instabilidade). Nesses casos, a prioridade é estabilizar o paciente, tratar a causa subjacente (provavelmente IAM com complicação mecânica ou arritmia grave) e restaurar a perfusão. A abertura da artéria acometida e o tratamento da arritmia são essenciais.

Contexto Educacional

O cenário clínico de um paciente desacordado com SatO2 baixa, hipotensão, crepitantes pulmonares bilaterais e uma arritmia cardíaca (implícita pelo ECG e instabilidade) é altamente sugestivo de choque cardiogênico com edema agudo de pulmão, provavelmente secundário a um infarto agudo do miocárdio (IAM) complicado. Este é um quadro de extrema gravidade que exige reconhecimento e intervenção imediatos, sendo um tema central para a formação de residentes. A fisiopatologia envolve a falência da bomba cardíaca em manter um débito cardíaco adequado para as necessidades metabólicas do corpo, levando à hipoperfusão tecidual e acúmulo de líquido nos pulmões. A arritmia pode ser tanto a causa quanto a consequência da isquemia miocárdica. A classificação de Killip é útil para estratificar a gravidade da insuficiência cardíaca no IAM, com Killip III indicando edema agudo de pulmão e Killip IV, choque cardiogênico. O manejo inicial é multifacetado e visa estabilizar o paciente e tratar a causa subjacente. Isso inclui suporte ventilatório (oxigenoterapia, ventilação não invasiva ou intubação), suporte hemodinâmico (fluidos cautelosos, vasopressores/inotrópicos), e o tratamento específico da arritmia (se instável, cardioversão elétrica). Contudo, em casos de IAM, a abertura da artéria coronária acometida (revascularização, geralmente por angioplastia primária) é um pilar fundamental e urgente para reverter a isquemia e melhorar a função ventricular, sendo crucial para o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para choque cardiogênico?

Choque cardiogênico é caracterizado por hipotensão persistente (PA sistólica < 90 mmHg por > 30 min ou necessidade de vasopressores) com sinais de hipoperfusão tecidual, apesar de volume intravascular adequado, geralmente associado a disfunção cardíaca grave.

Qual a importância da classificação de Killip no contexto de um IAM?

A classificação de Killip avalia a gravidade da insuficiência cardíaca em pacientes com IAM, variando de Killip I (sem sinais de IC) a Killip IV (choque cardiogênico). É um importante preditor de mortalidade.

Qual a conduta inicial para um paciente com IAM, choque cardiogênico e arritmia instável?

A conduta inicial inclui suporte ventilatório e hemodinâmico, tratamento da arritmia (se instável, cardioversão elétrica), e, crucialmente, a revascularização coronariana de emergência (angioplastia primária) para restaurar o fluxo sanguíneo na artéria culpada.

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