Choque Cardiogênico Pós-IAM: Escolha do Inotrópico Ideal

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 60 anos, com histórico de infarto agudo do miocárdio há um mês, apresenta-se com edema de membros inferiores, ortopneia e turgência jugular. A pressão arterial é 90/60 mmHg e o ecocardiograma mostra fração de ejeção de 35%. Qual o agente inotrópico mais indicado para este paciente?

Alternativas

  1. A) Dobutamina
  2. B) Dopamina
  3. C) Adrenalina
  4. D) Noradrenalina

Pérola Clínica

Choque cardiogênico (pós-IAM, FE ↓, hipotensão, congestão) → Dobutamina (inotrópico puro) para ↑ contratilidade e débito.

Resumo-Chave

Paciente com histórico de IAM, disfunção ventricular grave (FE 35%), sinais de congestão e hipotensão (choque cardiogênico) necessita de suporte inotrópico. A dobutamina é o agente de escolha por seu efeito predominantemente beta-1 agonista, aumentando a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco com mínima elevação da resistência vascular sistêmica.

Contexto Educacional

O choque cardiogênico é uma síndrome de hipoperfusão tecidual causada por disfunção cardíaca primária, resultando em débito cardíaco inadequado para as necessidades metabólicas do corpo. É uma complicação grave do infarto agudo do miocárdio (IAM), como no caso apresentado, onde a fração de ejeção reduzida (35%) indica disfunção ventricular esquerda significativa. Os sinais clínicos incluem hipotensão, taquicardia, sinais de congestão pulmonar e sistêmica (edema, turgência jugular, ortopneia) e evidências de hipoperfusão periférica. O tratamento do choque cardiogênico visa restaurar a perfusão tecidual e otimizar a função cardíaca. A dobutamina é o agente inotrópico de escolha para pacientes com choque cardiogênico e disfunção sistólica, especialmente quando há sinais de congestão pulmonar e baixo débito cardíaco. Sua ação principal é a estimulação dos receptores beta-1 adrenérgicos no miocárdio, aumentando a contratilidade e, consequentemente, o débito cardíaco, com um efeito vasodilatador periférico modesto que pode reduzir a pós-carga. Outros agentes como a dopamina e a noradrenalina têm efeitos vasopressores mais pronunciados e são geralmente reservados para casos de hipotensão severa refratária ou quando há necessidade de aumentar a resistência vascular sistêmica. A adrenalina, embora inotrópica e vasopressora, pode aumentar o consumo de oxigênio miocárdico e o risco de arritmias. O manejo do choque cardiogênico exige monitoramento hemodinâmico rigoroso e tratamento das causas subjacentes, como a revascularização em casos de IAM.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para choque cardiogênico?

O choque cardiogênico é caracterizado por hipotensão persistente (PAS < 90 mmHg), sinais de hipoperfusão tecidual (oligúria, alteração do estado mental, extremidades frias) e evidência de disfunção cardíaca (ex: FE reduzida, congestão pulmonar).

Por que a dobutamina é o inotrópico de escolha no choque cardiogênico?

A dobutamina é um agonista beta-1 predominante que aumenta a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, com efeitos mínimos na frequência cardíaca e na resistência vascular sistêmica, sendo ideal para pacientes com disfunção sistólica e congestão.

Quais são os principais efeitos adversos da dobutamina?

Os principais efeitos adversos incluem taquicardia, arritmias (especialmente em pacientes com isquemia miocárdica), e hipotensão (devido à vasodilatação periférica em doses mais altas ou em pacientes muito depletados de volume).

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