Choque Anafilático: Ação Rápida com Adrenalina Salva Vidas

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022

Enunciado

Das medidas terapêuticas a seguir, aquela que tem maior impacto na redução da mortalidade por choque anafilático é

Alternativas

  1. A) expansão volêmica.
  2. B) precocidade na administração de adrenalina.
  3. C) associação de bloqueador H1 e bloqueador H2.
  4. D) precocidade na administração de corticosteroide.

Pérola Clínica

Adrenalina IM precoce é a medida mais impactante na redução da mortalidade por choque anafilático.

Resumo-Chave

A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais eficaz para o choque anafilático. Sua administração precoce é o fator mais crítico para reduzir a morbidade e mortalidade, agindo rapidamente para reverter a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema de glote. Outras medidas, como expansão volêmica e uso de anti-histamínicos/corticosteroides, são importantes, mas secundárias à adrenalina.

Contexto Educacional

O choque anafilático é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que resulta da liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos. A rápida progressão para comprometimento das vias aéreas, respiração e circulação exige reconhecimento imediato e intervenção urgente. É uma emergência médica que todo residente deve dominar. A adrenalina (epinefrina) é o tratamento de escolha e a medida mais importante para reverter o choque anafilático. Sua administração precoce, preferencialmente por via intramuscular na face anterolateral da coxa, é o fator isolado que mais impacta na redução da mortalidade. A adrenalina atua rapidamente como um agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição, broncodilatação, redução do edema de glote e inibição da liberação de mediadores inflamatórios. Outras medidas terapêuticas, como a expansão volêmica com cristaloides, a administração de anti-histamínicos (H1 e H2) para alívio de sintomas cutâneos e gastrointestinais, e o uso de corticosteroides para prevenir reações bifásicas e reduzir a inflamação tardia, são importantes coadjuvantes. No entanto, nenhuma delas substitui a adrenalina na fase aguda da anafilaxia. A prioridade máxima é a administração imediata da adrenalina, seguida do suporte ABC (vias aéreas, respiração, circulação) e monitorização contínua do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual é o mecanismo de ação da adrenalina no choque anafilático?

A adrenalina (epinefrina) age como agonista alfa e beta-adrenérgico. Sua ação alfa-1 causa vasoconstrição, aumentando a pressão arterial e reduzindo o edema. A ação beta-2 causa broncodilatação e inibe a liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os sintomas mais graves da anafilaxia.

Qual a via e dose recomendada de adrenalina para anafilaxia?

A via preferencial para a maioria dos casos de anafilaxia é intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa. A dose para adultos é de 0,3 a 0,5 mg (0,3 a 0,5 mL da solução 1:1000), podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.

Por que a expansão volêmica e os anti-histamínicos não são a primeira linha no choque anafilático?

A expansão volêmica é importante para combater a vasodilatação e o extravasamento capilar, mas não reverte a broncoconstrição ou o edema de glote. Anti-histamínicos e corticosteroides aliviam sintomas cutâneos e previnem reações bifásicas, mas não atuam nos mecanismos hemodinâmicos e respiratórios agudos que ameaçam a vida, sendo coadjuvantes.

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