PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Adolescente de 13 anos dá entrada no Pronto-Socorro, vítima de acidente de moto, com traumatismo abdominal. Na Emergência, abdome distendido, RH ausentes, hematoma em hipocôndrio direito e sinais de irritação peritoneal. Após as primeiras medidas de suporte, paciente é levado para realizar uma tomografia com contraste para melhor avaliação do trauma. No retorno após a realização do exame de imagem, paciente apresenta desconforto respiratório, hipotensão, angioedema e edema labial. Referente a questão anterior. Qual o diagnóstico mais provável diante do caso clínico apresentado?
Angioedema + hipotensão + desconforto respiratório pós-contraste → Choque anafilático.
A reação anafilática ao contraste iodado é uma emergência médica que pode ocorrer minutos após a exposição, manifestando-se com sintomas cutâneos, respiratórios e cardiovasculares. O reconhecimento rápido é crucial para o manejo adequado com adrenalina.
O choque anafilático é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada por rápida instalação e risco de morte. A incidência de reações graves a contrastes iodados é baixa, mas exige atenção, especialmente em ambientes de emergência onde múltiplas intervenções ocorrem simultaneamente. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer e tratar prontamente essa condição. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, broncoespasmo e angioedema. O diagnóstico é clínico, baseado na rápida progressão dos sintomas após a exposição ao agente desencadeante. Em pacientes traumatizados, a avaliação deve ser ainda mais criteriosa para diferenciar as causas do choque. O tratamento é emergencial e visa reverter a hipotensão e as manifestações respiratórias. A adrenalina intramuscular é a pedra angular do tratamento, devendo ser administrada precocemente. Medidas de suporte, como oxigenoterapia, fluidoterapia e, se necessário, broncodilatadores e anti-histamínicos, são complementares. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e da intervenção.
Os sinais incluem angioedema, urticária, broncoespasmo, hipotensão e desconforto respiratório, que surgem minutos após a exposição ao contraste iodado. Podem ocorrer também sintomas gastrointestinais e cardiovasculares.
A conduta inicial é a administração imediata de adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa, além de suporte ventilatório com oxigênio e reposição volêmica com cristaloides para combater a hipotensão.
A chave é a temporalidade dos sintomas em relação à exposição ao contraste e a presença de manifestações cutâneas e respiratórias típicas da anafilaxia, que não são comuns em choque hipovolêmico ou cardiogênico isolados. A história de exposição é fundamental.
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