Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021
Uma paciente com história de alergia a camarão é submetida a uma tomografia com contraste para investigação de uma massa anexial à esquerda. Logo no início do exame a paciente fica agitada e reclama de falta de ar. Ao exame físico a paciente apresentava intenso rash cutâneo, edema palpebral e labial, frequência cardíaca de 130 bpm e pressão arterial de 80 x 45 mmHg. À monitoração hemodinâmica, qual dos seguintes padrões você esperaria encontrar?
Choque anafilático = Choque distributivo → ↓ RVP, ↑ DC (inicialmente), ↓ PA.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave que leva à vasodilatação generalizada e aumento da permeabilidade capilar. Isso resulta em choque distributivo, caracterizado por resistência vascular periférica (RVP) baixa e, inicialmente, um débito cardíaco (DC) compensatoriamente alto, que pode cair se não tratado.
O choque anafilático é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento imediatos. Os agentes mais comuns incluem alimentos (camarão, amendoim), medicamentos (antibióticos, AINEs) e picadas de insetos. A fisiopatologia envolve a liberação de mediadores vasoativos e inflamatórios (como histamina, triptase, leucotrienos) por mastócitos e basófilos. Esses mediadores causam vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade capilar e broncoespasmo. Hemodinamicamente, isso se manifesta como choque distributivo, caracterizado por uma diminuição acentuada da resistência vascular periférica (RVP) e, inicialmente, um débito cardíaco (DC) compensatoriamente elevado, que pode se tornar baixo se o choque progredir sem tratamento. O diagnóstico é clínico e o tratamento de primeira linha é a epinefrina intramuscular, que atua como vasoconstritor, broncodilatador e estabilizador de mastócitos. Fluidos intravenosos são essenciais para corrigir a hipovolemia relativa. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para prevenir desfechos fatais.
Os sinais incluem urticária, angioedema, broncoespasmo, hipotensão, taquicardia, tontura e, em casos graves, perda de consciência.
A conduta inicial é a administração intramuscular de epinefrina, seguida de suporte ventilatório, fluidos intravenosos e, se necessário, anti-histamínicos e corticosteroides.
A liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos) causa vasodilatação sistêmica e aumento da permeabilidade capilar, resultando em extravasamento de fluido para o espaço extravascular e diminuição da resistência vascular periférica.
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