Choque Anafilático: Manejo de Emergência e Tratamento

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Homem de 23 anos é levado ao Pronto-Socorro com a queixa de dispneia e chieira torácica iniciados subitamente 10 minutos antes, logo após tomar 1 comprimido de dipirona para dor de cabeça. Desconhece doenças prévias ou alergias medicamentosas. Ao exame físico, PA: 120x78mmHg, FC: 102bpm, FR: 26ipm, SpO2 93% (em ar ambiente). A pele apresenta placas eritematosas pruriginosas nos membros. Há edema na pálpebra superior esquerda. O exame respiratório revela taquipneia, uso de musculatura acessória da respiração e sibilos expiratórios difusamente. O restante do exame físico não apresenta anormalidades. Após receber 3 doses do tratamento inicial, houve melhora respiratória, entretanto, o paciente apresentou confusão mental. Os dados vitais eram: PA: 70x46mmHg, FC: 120bpm, FR: 21ipm, SpO₂ 97% (em ar ambiente). Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma conduta terapêutica indicada nesse momento.

Alternativas

  1. A) Elevação dos membros inferiores.
  2. B) Epinefrina intravenosa em infusão contínua.
  3. C) Infusão de cristaloides pela via intravenosa.
  4. D) Vasopressina intravenosa em infusão contínua.

Pérola Clínica

Choque anafilático: Epinefrina IM é 1ª linha. Hipotensão refratária → Epinefrina IV, fluidos, elevação MMII. Vasopressina NÃO é 1ª linha.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal que exige tratamento imediato. A epinefrina (adrenalina) intramuscular é a medicação de primeira linha. Em caso de choque anafilático com hipotensão refratária, a infusão contínua de epinefrina IV e reposição volêmica agressiva são cruciais, mas a vasopressina não é a primeira escolha.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode levar ao choque anafilático. O caso clínico descreve um quadro clássico após exposição a um alérgeno (dipirona), com manifestações cutâneas (urticária, angioedema), respiratórias (dispneia, sibilos) e, posteriormente, cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, confusão mental), indicando progressão para choque. O tratamento inicial e mais importante para a anafilaxia é a administração imediata de epinefrina (adrenalina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Após as doses iniciais, se o paciente evoluir para choque com hipotensão refratária, como no caso, outras medidas são necessárias. A infusão contínua de epinefrina intravenosa é indicada, juntamente com a reposição volêmica agressiva com cristaloides para combater a vasodilatação e o extravasamento capilar. A elevação dos membros inferiores também pode auxiliar no retorno venoso. A vasopressina, embora seja um vasopressor, não é a droga de escolha inicial nem de segunda linha para o choque anafilático. A epinefrina atua em receptores alfa e beta-adrenérgicos, revertendo a vasodilatação, o broncoespasmo e o edema. O uso de vasopressina seria uma conduta inadequada neste momento, pois a prioridade é otimizar a epinefrina e o volume, sendo a epinefrina o vasopressor de eleição para esta condição.

Perguntas Frequentes

Qual é a medicação de primeira linha para o tratamento da anafilaxia?

A epinefrina (adrenalina) é a medicação de primeira linha e mais importante para o tratamento da anafilaxia. Deve ser administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa o mais rapidamente possível, pois atua revertendo a vasodilatação, o broncoespasmo e o edema.

Quando a epinefrina intravenosa é indicada no choque anafilático?

A epinefrina intravenosa em infusão contínua é indicada para pacientes com choque anafilático que não respondem à epinefrina intramuscular repetida e à reposição volêmica inicial. É crucial que seja administrada em ambiente monitorizado, preferencialmente em UTI, devido ao risco de efeitos adversos cardiovasculares.

Quais são as condutas iniciais para estabilizar um paciente em choque anafilático com hipotensão?

As condutas iniciais incluem a administração imediata de epinefrina intramuscular, reposição volêmica agressiva com cristaloides (ex: soro fisiológico), elevação dos membros inferiores para otimizar o retorno venoso, e oxigenoterapia. Monitorização contínua dos sinais vitais é fundamental.

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