HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Assinale a alternativa INCORRETA sobre choque anafilático.
Choque anafilático: Epinefrina é a primeira escolha; corticoides são adjuvantes, não tratamento inicial.
O choque anafilático é uma emergência médica potencialmente fatal que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato. A epinefrina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais importante, enquanto os corticoides e anti-histamínicos são terapias adjuvantes que não substituem a epinefrina.
O choque anafilático é uma reação alérgica sistêmica grave, de início súbito e rápida progressão, potencialmente fatal. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (como histamina, leucotrienos) por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e, consequentemente, hipotensão e choque. A epidemiologia mostra que a anafilaxia pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo alimentos, medicamentos, picadas de insetos e, mais raramente, vacinas. O diagnóstico do choque anafilático é clínico, baseado na rápida instalação de sintomas após a exposição a um alérgeno conhecido ou suspeito. Os sinais incluem urticária, angioedema, dispneia, broncoespasmo, hipotensão e colapso circulatório. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com sintomas multissistêmicos de início agudo. A reação anafilática induzida pela vacina, embora rara, pode estar associada a componentes da vacina e deve ser prontamente identificada e tratada. O tratamento do choque anafilático é prioritário e a epinefrina intramuscular é a medicação de primeira escolha e mais importante, devendo ser administrada imediatamente. Ela age como um agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo a vasodilatação, o broncoespasmo e a hipotensão. Os anti-histamínicos e corticoides são terapias adjuvantes: anti-histamínicos aliviam sintomas cutâneos, mas não previnem ou reduzem os sintomas graves da anafilaxia, e os corticoides são úteis para prevenir reações bifásicas ou protraídas, mas não têm ação imediata. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e da administração da epinefrina.
O tratamento de primeira linha e mais importante para o choque anafilático é a epinefrina (adrenalina) administrada por via intramuscular. Ela deve ser aplicada imediatamente na face anterolateral da coxa, e a dose pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário.
Corticoides e anti-histamínicos são terapias adjuvantes. Os corticoides são usados para prevenir reações bifásicas ou protraídas, mas não têm efeito imediato nos sintomas agudos. Os anti-histamínicos podem aliviar sintomas cutâneos (prurido, urticária), mas não previnem ou tratam os sintomas sistêmicos graves da anafilaxia.
Os principais sinais e sintomas incluem manifestações cutâneas (urticária, angioedema, prurido), respiratórias (dispneia, broncoespasmo, estridor), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinais (dor abdominal, vômitos, diarreia), com início súbito e rápida progressão.
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