HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Recomenda-se a pesquisa de C. trachomatis em praticantes de sexo anal que apresentem úlceras anorretais. Somente podemos indicar como correto o item:
C. trachomatis pode causar proctocolite em HSH e mulheres com coito anal, sendo manifestação inicial comum.
A infecção por Chlamydia trachomatis, especialmente os sorotipos L1, L2 e L3 (Linfogranuloma Venéreo - LGV), é uma causa importante de proctocolite em indivíduos que praticam sexo anal receptivo, incluindo homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres. A proctocolite pode ser a manifestação inicial e deve ser ativamente pesquisada nesses grupos.
As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) anorretais são um desafio crescente na saúde pública, especialmente entre populações de alto risco como homens que fazem sexo com homens (HSH). A Chlamydia trachomatis é um patógeno comum que pode causar uma variedade de manifestações clínicas, incluindo a proctocolite, que é a inflamação do reto e cólon. A proctocolite por Chlamydia trachomatis pode ser assintomática ou apresentar sintomas como dor anal, sangramento, secreção, tenesmo e diarreia. Em casos de Linfogranuloma Venéreo (LGV), uma forma mais agressiva da infecção causada por sorotipos específicos, pode haver linfadenopatia inguinal e sintomas sistêmicos. É crucial que profissionais de saúde estejam atentos a essa possibilidade em pacientes com histórico de sexo anal receptivo e sintomas anorretais. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações e a disseminação da infecção. A pesquisa de C. trachomatis em amostras anorretais deve ser considerada nesses pacientes, e o tratamento geralmente envolve antibióticos como doxiciclina. A educação sobre práticas sexuais seguras e o rastreamento regular são pilares na prevenção e controle das ISTs anorretais.
A proctocolite por Chlamydia trachomatis pode se manifestar com dor anorretal, tenesmo, secreção retal, sangramento, diarreia, constipação e, em casos de LGV, linfadenopatia inguinal.
A pesquisa é recomendada em indivíduos que praticam sexo anal receptivo, como HSH e mulheres com coito anal, especialmente se apresentarem sintomas como úlceras anorretais, proctite ou linfadenopatia inguinal.
O LGV, causado por sorotipos específicos de Chlamydia trachomatis, é uma forma mais invasiva da infecção que pode levar a proctocolite grave, fístulas, estenoses retais e linfadenopatia. Seu diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar complicações crônicas.
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