CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Entre os testes abaixo, qual o mais utilizado em nosso meio para o diagnóstico da infecção ocular pela Chlamydia trachomatis?
Diagnóstico de Clamídia ocular → Imunofluorescência direta do raspado conjuntival (rápido e sensível).
A imunofluorescência direta (IFD) utiliza anticorpos monoclonais para detectar corpos elementares de Chlamydia trachomatis em amostras de raspado conjuntival, sendo o método mais prático e comum.
A infecção ocular por Chlamydia trachomatis pode se manifestar como tracoma (sorotipos A-C) ou conjuntivite de inclusão do adulto/neonatal (sorotipos D-K). O diagnóstico laboratorial é crucial, pois a clínica pode mimetizar outras conjuntivites virais ou alérgicas crônicas. A imunofluorescência direta permite a visualização direta dos corpos elementares (forma infectante extracelular) sob microscopia de fluorescência. Embora o PCR esteja ganhando espaço pela sensibilidade superior, a IFD permanece um pilar diagnóstico em muitos centros devido ao custo-benefício e disponibilidade.
A IFD é amplamente utilizada devido à sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de antígenos de Chlamydia trachomatis, além de fornecer resultados mais rápidos do que a cultura celular.
Realiza-se um raspado vigoroso da conjuntiva tarsal (geralmente superior) para obter células epiteliais, onde o patógeno intracelular reside, e não apenas o exsudato superficial.
Além da IFD, existem o teste de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT/PCR), que é o padrão-ouro atual pela alta sensibilidade, e a cultura em células de McCoy, que é mais complexa e demorada.
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